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12 de maio de 2013

Já pensou o que uma pessoa do outro lado do mundo come?

Já passou pela sua cabeça saber os tipos de alimentos consumidos nos Estados Unidos, na França, ou na África? Foi por esse primeiro questionamento que Peter Menzel realizou um maravilhoso projeto fotográfico, mostrando a diferença e o contraste referente às dietas de 30 famílias de culturas e lugares do mundo diferentes. 
A proposta é louvável, porque além de se compreender melhor os hábitos de consumo e alimentação das regiões, ele também faz uma critica a diferença substancial nos tipos de comida de cada lugar e da sua própria desigualdade. Menzel também relata a quantia de dinheiro que é gasta por semana nas casas. Enquanto uma família de 4 pessoa na Alemanha gasta  £ 320 (R$ 996) por semana, 12 pessoas no Butão consomem £ 3,20 (R$ 9,96).
A diferença é gritante, e o consumo, em alguns casos é tão diferente que até assusta. Mas vale lembrar e salientar que todas estas são formas de consumo, porém a desigualdade existe, e fica claro na quantidade de comida, e tipo de comida e no próprio preço gasto.
Vale a pena conferir as fotos deste artista que tentou com este projeto nos fazer olhar mais para o lado, ou para o outro canto do mundo, nesta circunstância tanto faz.

Estados Unidos: os Revis, da Carolina do Norte, gastam £ 220 (R$ 684) por semana, o que inclui uma boa porção de fast food


Austrália: a família Brown gasta £ 242 (R$ 753) por semana


Chad, norte da África: a família Aboubakar gasta £ 37 (R$ 115) por semana, para a alimentação de seis pessoas


Alemanha: os Melander gastam £ 320 (R$ 996) na compra semanal de alimentos


 Mongólia: os gastos semanais com alimentos na família Batsuuri são de cerca de £ 25 (R$ 77)


 Butão: os Namgay vão às compras com apenas £ 3,20 (R$ 9,96) em mãos, todas as semanas


França: os Le Moines usam cerca de £ 269 (R$ 837) em alimentação

 Equador: os Ayme aparecem na foto em sua casa, com alimentos comprados com £ 20 (R$ 62)


Itália: a família Manzo gasta £ 167 (R$ 519) toda a semana para incluir em sua dieta peixes, massa, frutas, vegetais e bebidas sem álcool


1 de abril de 2013

Colecione uma "Raça" você também.

“I collect gingers”, ou em português traduzido como "Eu coleciono ruivos", é um projeto da fotografa Anthea Porroy, que retrata a identidade, o preconceito e a classificação social. Mostrando as diferentes histórias de vida de sua "coleção de ruivos".
Bizarro ou não, Anthea começou sua coleção em 2010, pela beleza  na paleta de cores e diferenciação romântica que há na cor dos cabelos e tons de pele. 
Ela conta a história desde descendentes Judeus  a Sul-Africanos, com momentos repletos de perseguições,  ostracismos e preconceitos baseados em raça e religião. Na Alemanha de Hitler com a criação do que chamava-se "raça pura", eliminaram o que não consideravam arianos, ou seja, os judeus.  Na África por sua vez, a segregação genética se deu com a proibição de casamentos mistos, a classificação de exclusividade a algumas pessoas, discriminação pela cor da pele, religião e outros fatores superficiais. Contudo, fatos deste tipo de valorização ou preconceitos ainda acontecem nos dias de hoje na África do Sul e proximidades.
Anthea quis mostrar com seus ruivos esta dualidade, simbolizando tanto o oprimido quanto o opressor, nos fazendo pensar igualmente nesta real e excedente valorização que temos pela raça, cor do cabelo ou da pele, comportamento atualmente ainda muito conceituado.