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5 de junho de 2014

Aimee Mullins e seus 12 pares de pernas



Atleta, atriz e ativista Aimee Mullins possui 12 pares de pernas protéticas e, com elas, tem o poder de (re)criar seu corpo. Um exemplo é a possibilidade de aumentar e diminuir sua altura. (ela tem 5 tamanhos diferentes).
Durante sua TEDtalk, Aimee conta um pouquinho de sua história, de como obteve os 12 pares de pernas, sua relação com o mundo da moda e como esse processo fez ela perceber que a compreensão da humanidade, em relação à deficiência, está mudando de maneira drástica. Uma perna protética, por exemplo, não representa mais a necessidade de substituir uma perda, mas sim, abrange o poder que o usuário tem de ser arquiteto de seu próprio corpo - inventando e reinventando o que quiser naquele espaço. O que era considerado uma DESABILIDADE, passa agora ser um POTENCIAL, uma s-u-p-e-r-a-b-i-l-i-d-a-d-e. Nesse contexto, é possível criar um link com a nossa tendência do segundo semestre de 2013: o ultra-humano, encontrado aqui.


Assista o vídeo completo de Aimee no TEDtalk, vale a pena ganhar 10 minutinhos para refletir sobre a questão abordada. (Apenas em inglês)





25 de outubro de 2013

Eyeborg - ouvindo cores



Já imaginou ser capaz de escutar cores através de ondas sonoras?

Neil Harbisson é um artista audiovisual e presidente da Fundação Cyborg. Em 2004, se tornou a primeira pessoa reconhecida como cyborg por um governo. Harbisson nasceu com uma doença rara de visão chamada acromatopsia, uma condição que o obrigou a ver o mundo em preto e branco. Por esse motivo desenvolveu, junto com Adam Montandon, um olho eletrônico, chamado de eyeborg.

Eyeborg é um sensor de cores que detecta a frequência da cor e a envia para um chip instalado na parte de trás da cabeça, através de condução óssea que permite que você ouça as cores do infravermelho ao ultravioleta.

“Acho que todos deveriam ter este desejo de detectar coisas que não conseguimos detectar” disse Neil Harbisson. Foi por isso que ele criou, em 2010, a FundaçãoCyborg, uma organização internacional para ajudar os seres humanos a converterem-se em cyborgs - incentivando-os a expandir os seus sentidos e percepções utilizando a tecnologia como parte de seu corpo.

“Devemos todos pensar que o conhecimento provém dos nossos sentidos, portanto, se expandirmos nossos sentidos, vamos, consequentemente, expandir nosso conhecimento.”



Assista sua fala no TEDTalk aqui

6 de setembro de 2013

Incredible Edible - paisagens comestíveis



Pam Warhurst, Mary Clear e um grupo de idealizadores tiveram a ideia de transformar vários terrenos públicos sem uso em hortas comunitárias.
Tudo começou numa pequena vila no norte da Inglaterra, de apenas 15 mil habitantes, chamada Todmorden.  Esta cidade, incrivelmente comestível, é o local onde nasceu a expressão jardins de propaganda e o movimento Incredible Edible

A ideia é simples:  qualquer um pode plantar e qualquer um pode colher.

“Não estamos fazendo isso porque estamos com tédio, estamos fazendo isso porque queremos começar uma revolução”, disse Pam Warhurst ao TED Talk.

A princípio foi questionado se poderiam encontrar uma palavra universal que atravessaria tempos,  culturas e que ajudaria as pessoas a encontrar um novo jeito de viver, um novo jeito de ver os espaços a nossa volta e assim, a interagir de forma diferente. A resposta? Comida.
Alimentos podem levar as pessoas a falar e inspirá-las a agir - sobre educação, causas sociais, economia e inclusão locais.
Através do trabalho comunitário, do aprendizado e do apoio das empresas da cidade, esta ação busca garantir o direito à boa comida  para todos.


Apesar do foco ser a localidade, a mensagem já serviu de Inspiração global. O Reino Unido já tem mais de 50 grupos independentes, e como movimento mundial, se estende do Canadá à Nova Zelândia.




Assista a própria idealizadora da ação contando um pouco mais sobre essas paisagens comestíveis aqui