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19 de janeiro de 2015

25 tendências de consumo e das marcas em 2015


O que 2015 reserva em termos de tendências e caminhos para as marcas, o mercado e o consumo? Um estudo da JWTIntelligence (braço de inteligência da agência de publicidade J. Walter Thompson) traz algumas dessas respostas. A revista EXAME.com trouxe o relatório "The Future 100: Trends and Change to Watch in 2015", que mostra o que vem por aí. Uma ótima oportunidade para ter novas ideias e pensar em novos negócios e ações.

1. Crianças conectadas
Nos EUA, 3 entre 4 crianças de até oito anos têm acesso a smartphones ou tablets. No Reino Unido, 93% dos pais deixam seus filhos pequenos usarem os dispositivos. Está claro que as crianças estão conectadas digitalmente. Novos brinquedos e serviços devem seguir essa tendência. Elas estão famintas por tecnologia. Aliás, a geração com menos de 10 anos tende a ter mais familiaridade com tendências tecnológicas que os adolescentes que vieram imediatamente antes deles.

2. Design inteligente
Alguns chamam de "Fenômeno do Pinterest": aumenta a tendência ao design inteligente, a preocupação com o design de alto nível, com produtos funcionais. De pequenas lojas a grandes comércios, novos visuais estão sendo adotados. A "cara" do produto ou da embalagem interessa mais. O fato é que os millenials se preocupam com o bom design de um produto tanto quanto suas reverberações éticas e suas questões sustentáveis.

3. Marcas como experiências
O experimentalismo atinge o mainstream e os consumidores ficam mais sofisticados. As marcas precisam suar mais para impressionar os seus consumidores. Entram em cena as experiências em lojas e outros espaços: teatro, arte, gastronomia, sinestesia. Os consumidores querem novas experiências que tragam inspirações e ideias. Eles estão mais abertos a testes, querem sair da zona de conforto. Em Hong Kong, Nadim Abbas criou um espaço em colaboração com a Absolut: um bunker cyberpunk de concreto cheio de metal e escuridão, perfeito para performances estranhas e novas experiências. 

4. Celebridades como parceiras de negócios
As celebridades estão deixando de ser apenas "um rosto da marca" para se tornarem parceiras de negócios. Os famosos não estão mais vendendo um tempo para serem "garotos-propaganda". Estão, sim, aprendendo a monetizar a sua influência. Colaboram com a criação, aparecem em campanhas, revelam produtos nas mídias sociais. Exemplos: Diageo criou o Haig Club, um uísque, junto com David Beckham. Beyoncé fechou uma parceria 50-50 com a Topshop em uma linha de produtos.

5. Beleza sul-coreana
O novo fenômeno do mercado de beleza é a Coreia do Sul. As exportações do país na área chegaram a 1,04 bilhão de dólares em 2013. EUA e Europa estão de olho. Urban Outfitters, por exemplo, tem o maior estoque de produtos coreanos de beleza nos EUA. O grande acesso à Internet na Coreia no Sul e na região (como Japão) ajuda a difundir novas ideias e espalhar a influência dos produtos coreanos.

6. Fugindo do estresse
O impacto do uso pesado de tecnologia e dos trabalhos estressantes é uma preocupação crescente. Estudo do YSL Beauté, por exemplo, mostra que passar muito tempo na frente de uma tela de iPad ou notebook causa envelhecimento precoce. As marcas estão, portanto, de olho em novos produtos de beleza que driblem esse estresse e seu impacto na saúde das pessoas. L'Oreal, Avon e outras pensam em produtos específicos quando aparecem notícias como "Por conta do estresse, mulheres estão perdendo o cabelo já na faixa dos 20 anos".

7. Novo boom da beleza
A terceira idade é um mercado para as marcas de cosméticos e beleza. Espere por mais marcas que focam nessa faixa etária. Mulheres acima dos 60 e 70 anos se interessam mais por beleza, fugindo dos estereótipos. Elas continuam ativas - trabalhando, consumindo. Marcas de beleza devem focar seus esforços para criar produtos para a pele da terceira idade, buscando rejuvenescimento. 

8. Comércio do Terceiro Setor
Uma terceira via do comércio. Novos modelos de comércio não veem caridade e lucro como coisas separadas. A terceira via combina o bem social com vendas e marketing. Essas empresas caem no gosto dos millenials, que têm tendência a pesar questões éticas em suas decisões de consumo. Marcas éticas e sustentáveis ganham pontos com as novas gerações. Empresas com valores claros também largam na frente. O comércio "1 por 1" (compre um, dê um) também é uma tendência. Por exemplo: uma marca de café sustentável que, para cada pacote vendido, fornece uma semana de água para uma comunidade necessitada. Munchery, uma empresa de comida delivery de San Francisco, por exemplo, doa um prato para alguém necessitado a cada prato vendido.

9. Marcas que fazem
Fazer no lugar de falar. É a tendência para as marcas, que devem se preocupar mais em botar a mão na massa -  e deixar que naturalmente as pessoas falem disso nas redes sociais - como estratégia de marketing em vez de se prender apenas em um discurso tautológico. Ativismo, inovação, filantropia, novos projetos com os consumidores: tudo isso para inspirar novos conteúdos de marketing, agregar valor à marca. Em vez de falar de si mesmo, falar sobre os outros, fazer com e pelos outros. As mídias sociais farão o resto do trabalho.

10. O eu como marca
"Me Brands": o eu como marca. Millenials estão deixando de ser apenas consumidores para se desenvolverem eles mesmo como marcas - fazendo curadoria de sua imagem online, se monetizando via mídias sociais e produzindo conteúdos. Também estão usando novas plataformas para se tornarem microempreendedores. As marcas também veem a necessidade de personalização dos produtos. Em Glasgow, a cervejaria Drygate convidou pessoas a criarem suas próprias marcas e aromas. Já a Pernod Ricard criou o projeto "Our/Vodka", convidando consumidores de Berlim e Detroit a criarem versões locais.

11. Vegan Chic
O  mundo vegetariano e vegano está crescendo. As marcas que não aproveitarem essa onda ficarão para trás. A comida saudável e "responsável" (do ponto do vista social e ambiental) deixou de ser marginal para ser de massa. Por conta da onda vegana, principalmente entre os millenials, há um boom de restaurantes veganos/vegetarianos. Aliado a isso, comida de alta qualidade, padrão gourmet. Uma visão "flexível" também está em alta: pessoas que só comem, por exemplo, carne uma vez por semana, para diminuírem sua "pegada ambiental".

12. A era do 'agora'
A filosofia "viva o presente" influencia marcas e consumidores. A sociedade valoriza mais a felicidade, a paz interior, a espiritualidade. Os jovens estão de olho no conceito de espiritualidade, apesar de viverem um dia a dia mais "agnóstico". Eles buscam significados mais profundos em suas vidas. As marcas já estão de olho nisso, aliando espiritualidade e fitness, por exemplo.

13. Nicho das marcas esportivas
As marcas esportivas estão mais focadas e especializadas em um segmento. Determinada empresa foca em apenas um esporte e investe pesado na investigação para criar produtos premium. Estão ficando mais sérias também, levando o esporte mais a sério, buscando expertise e alinhamento com os profissionais de alta performance. Ao se tornarem especialistas, atingem um público específico e se conectam a entusiastas genuínos. Exemplos: Rapha, marca para ciclistas profissionais; Bowndling, para aventureiros.

14. A Renascença do surfe
O surfe vive uma época de "Renascimento", com a cultura do esporte sendo difundida como filosofia de vida. Pessoas adotam o surfe como prática de relaxamento, contato com a natureza, espiritualidade. Uma forma de meditação. Nos anos 2000, o surfe decaiu junto com os grandes campeões australianos. Com o boom do Vale do Silício e da Califórnia, a cultura do surfe local renasceu. Junto, no mundo todo. No Brasil, Gabriel Medina é o melhor exemplo. Exemplo: Fintan Gillespie, chefe do Google, criou em 2014 o Surf Summit, que atrai investidores, empreendedores e surfistas profissionais. As marcas também estão de olho: basta ver o último comercial da Chanel para o Chanel nº5, que trazia uma Gisele Bündchen surfista.

15. A voz das mulheres no mercado
Marcas de luxo sob influência das mulheres. Tradicionalmente, se voltaram para os homens. Agora, se adaptam para falar com as mulheres mais sofisticadas - com poder, voz e influência. No segmento de luxo e em outros, o poder econômico delas aumenta. Exemplos:
- Estudo do Boston Consulting Group projeta para 2028 que as mulheres controlarão 75% das despesas discricionárias ao redor do mundo. 
- Já o BCG calcula uma renda mundial feminina de 18 trilhões de dólares em 2018.
- Nos países em desenvolvimento, a renda das mulheres cresce em média 8,1%. Dos homens, 5,8%.

16. Novas fronteiras para o e-commerce
Em um mundo onde pode se comprar com apenas o apertar de um botão ou a verificação da digital do seu dedo, alguns segmentos ainda não se inseriram totalmente no e-commerce. É o caso do segmento de luxo. Grifes não vendem online, mas 72% dos consumidores dizem que não teriam limite de gastos ao comprar em um aplicativo, segundo pesquisa do Luxury Institute. 40% das marcas de luxo ainda não estão na web. Algo precisa atrai-las.  Já há bons exemplos: Saks Fifth Avenue e Net-a-Porter são casos de outlets online. E-commerce, em 2015, está sendo descrito como a "nova China" para o mercado de luxo: ou seja, a mais nova grande oportunidade de se fazer dinheiro, muito dinheiro. Ele tem potencial para injetar mais 43 bilhões de dólares a esse segmento até 2020.

17. A massificação do luxo
Marcas buscam aquele espaço entre o luxo e o popular. O mercado chinês e asiático para as marcas de luxo enfraqueceu, mas há espaço para as marcas chamadas "masstige", que unem a produção massiva aos nomes de grife, aos selos de qualidade. Grifes europeias como Louis Vuitton e Gucci conseguiram se encaixar mais no mercado chinês que marcas contemporâneas americanas, por exemplo. Há, portanto, um nicho a ser explorado.

18. Marcas e arte
Marcas de fast fashion não podem ser mais apenas "baratas" ou "estilosas". Elas precisam ser inteligentes, refletindo a crescente sofisticação do consumidor e de suas expectativas. Há tempos as marcas de luxo se ligaram ao mundo das artes. Cabe aos mercados populares, agora, fazer o mesmo - buscando pontos de criatividade e cultura com seu público. Exemplos: GAP criou lojas-conceito em Londres e Nova York; H&M colaborou com Jeff Koons em 2014. 

19. Lojas físicas
Primeiro, as lojas físicas criaram seus espaços online. Agora, as lojas que nasceram online criam o seu espaço físico. É o caso da Amazon. Ela sabe que, apesar dos consumidores comprarem cada vez mais online, eles ainda querem ir até uma loja. A marca abriu um espaço imenso em Nova York recentemente.

20. Nichos, mais nichos
Os consumidores buscam cada vez mais nichos. Os jovens se interessam mais por marcas "independentes" e "artesanais". Marcas globais estão de olho na tendência para criar "sub-marcas", selos específicos para os millenials, por exemplo. A PepsiCo lançou, por exemplo, a "Caleb's Kola", feita de cana-de-açúcar e sementes de cola. Já o Starbucks lançou o "Starbucks Reserve Roastery and Tasting Room", destinado aos grandes apreciadores.

21. Entretenimento e compras
As coisas vão se misturar mais: entretenimento, comércio, games, conteúdo, publicidade. É uma convergência. Um produto cultural difundido via internet conectado ao e-commerce. Exemplo: seguindo o modelo da Netflix, a Amazon decide criar suas próprias séries. 

22. Neutralidade
A era das "não-marcas". Do "não-gênero". Das roupas "sem-estação". Ao mesmo tempo em que há um hiper-individualismo, uma tendência dos consumidores de buscarem nichos, há uma força contrária de neutralidade. Uma mistura de mudanças climáticas, mídias sociais, igualdade de gênero, hiper-influência das marcas e globalização resulta nisso. No mundo da moda, caem as barreiras entre gêneros e estações do ano. Os consumidores também promovem o caminho contrário: não é marca que cria a roupa e diz com eles devem se vestir. São eles, agora, que dizem o que querem vestir - e assim a marca faz o seu trabalho.

23. Briga de gigantes
Dois gigantes brigam e trocam de território: Amazon e ALIBABA. De um lado, ALIBABA quer ganhar a confiança dos americanos. Do outro, os chineses podem migrar para as ofertas da Amazon. As influências já começaram: Alibaba abriu seu IPO em Wall Street. Já a Amazon fez campanha para criar um novo buzz entre os chineses: um tal de "Black Friday".

24. Conceito de grupo
As marcas se ligam mais às lojas conceituais, à curadoria a partir do gosto do consumidor. Crescimento de lojas no formato "revista": em constante troca de espaços, formatos e ofertas. Assim, impressionam os millenials, que buscam nicho, personalismo, valores "artesanais".

25. Foco nos aeroportos
Em um mundo mais globalizado, onde as viagens internacionais são cada vez mais comuns e fáceis, os aeroportos são um ponto-chave para os consumidores e as marcas. As pessoas querem encontrar, ali, gastronomia, arte, marcas globais. É o espaço ideal para restaurantes, grifes, galerias.
Exemplo: o chef Heston Blumenthal criou o Perfectionists’ Café no Aeroporto de Heathrow (Londres). Aeroportos também são novos monumentos para a arquitetura: cada vez maiores, mais artísticos e sofisticados. Exemplo: a Cidade do México está reformando o seu aeroporto em um projeto de 8,5 bilhões de dólares que conta com design do britânico Norman Foster.

fonte: exame.com

8 de dezembro de 2014

1º DESFILE DESIGN UFSC


Acontecerá nesta quinta-fera, 11 de dezembro, o 1º Desfile Design UFSC, onde serão apresentados os projetos realizados na disciplina de Produção de Moda do curso de Design UFSC. Evento será às 9:30, no Auditório Henrique Fontes, Centro de Comunicação e Expressão - Bloco B.

Serão quatro times de projeto que escolheram, cada time uma marca e, a partir dos conceitos da marca, adicionados a um macro tendência desenvolvida em semestre anterior no módulo de projeto de Tendências, desenvolveram 3 looks (um conceitual, um de marketing e um de mercado) para essas marcas.


9 de julho de 2014

Tendências na arquitetura

1. Casa Passiva ou PassivHaus
O foco em princípios verdes e sustentabilidade é uma das tendências mais importantes, hoje, no mundo da arquitetura, isto é, a busca por redução no consumo de energia e redução das emissões de carbono. A casa passiva é uma solução para essa questão de desperdício de energia e as emissões de carbono, podendo economizar até 90% em custos de aquecimento.
Os princípios da casa passiva, ou PassivHaus , podem ser conferidos na imagem abaixo:


2. Telhado Verde
Um elemento importante quando se fala em arquitetura sustentável é o telhado verde, que consiste no plantio de árvores e plantas nas coberturas de residências e edifícios através da impermeabilização e drenagem da cobertura. O telhado verde é uma ótima solução para criação de novas áreas verdes nas grandes metrópoles brasileiras que, decorrente da intensa urbanização no último século, possuem poucas áreas verdes e de lazer. Outras qualidades que essa técnica abrange é a diminuição da poluição ambiental; absorção da poluição sonora; melhorias nas condições térmicas internas; aumento da umidade relativa do ar nas áreas próximas ao telhado. Porém, uma das desvantagens é o custo de implantação do sistema e sua devida manutenção.




3. Design para relaxar - Home spa 
A sobrecarga de informação que somos expostos atualmente é um problema. Todos os dias precisamos enfrentar, organizar e processar volumes absolutos de informações. É por isso que mais e mais pessoas estão optando por uma área de retiro em sua casa, um lugar para relaxar e descontrair. Segundo freshome a indústria de home spa é uma tendência que está crescendo em um ritmo saudável. Uma evidência dessa tendência são os novos edifícios construídos nos Estados Unidos, 50% destes são equipados com uma banheira de hidromassagem. 

Banheira de hidromassagem Di Vapor 

4. Áreas da casa e móveis multifuncionais
Como o metro quadrado das obras está cada vez mais caro e os apartamentos cada vez menores, o modo de vida urbano se reflete aos novos conceitos. Busca-se utilizar a compactação dos espaços com a possibilidade de transformação do mobiliário, tornando-os articulados e retráteis, para maior comodidade dos usuários. Isso se reflete em áreas da casa que possuem uma gama de utilizações ou que podem ser alteradas e móveis com maior espaço de armazenamento. A versatilidade toma conta do design de interiores e torna-se uma grande tendência. 
Um exemplo é o projeto CityHome desenvolvimento pelo MIT media lab, que promete revolucionar qualquer espaço habitável.



5. Projetos contra desastres naturais
Hoje em dia ninguém está a salvo de inundações, tempestades, incêndios e terremotos. A Inglaterra, neste inverno, por exemplo, sofreu as piores inundações em 250 anos, com casas inundadas e danos que custaram cerca de US $ 2 bilhões de dólares. Forçada pela necessidade, a arquitetura está investido em soluções para proteger contra tais desastres naturais e é um passo importante para a próxima década. Veja um exemplo abaixo:
 
Flood prevention home by Coates Design

6. Casas pré-fabricadas
Com o desenvolvimento da tecnologia de fabricação, o investimento em toda a área de pré-fabricação (especialmente na China) tem ajudado a difundir essa tendência. Casas, hotéis, escritórios, galpões são construídos através componentes produzidos em uma fábrica  e depois transportados ao local ideal. Entre os benefícios de casas pré-fabricadas estão o menor tempo de construção, maior facilidade no gerenciamento do projeto, economia de matéria-prima e mão de obra.
Confira um exemplo de casa pré-fabricada, a Pop-up House, desenvolvida pelo estúdio de arquitetura Multipod, que pode ser montada em 4 dias só com uma chave de fenda.




Fonte: freshome.com, arquiteturasustentavel.org 

30 de junho de 2014

Tendências na educação básica

O New Media Consortium (NMC) lançou um relatório com 6 tendências e tecnologias para a educação básica que devem se concretizar até 2019.
As tendências incluem uma mudança da postura do professor em sala de aula, que tende a se tornar mais um guia pelo processo de aprendizado, auxiliando os alunos a entenderem e realizar conexões entre os conteúdos aprendidos, muitas vezes de forma digital.
Além disso, outra tendência é a conexão entre os conteúdos aprendidos em sala de aula e a vida real. O estudo aponta que cada vez mais a educação irá unir os dois, aprofundando o conteúdo e desenvolvendo habilidades de forma prática.
As mudanças que acontecerão nas salas de aula, são consequência das alterações nas estruturas sociais e acesso à tecnologias cada vez mais intuitivas e participativas.
O Porvir editou um resumo do relatório em forma de infográfico. Confira:


O relatório completo da NMC pode ser conferido AQUI (somente em inglês).



[Via: Porvir]

6 de maio de 2014

Não sabe qual seu emprego dos sonhos? Talvez ele esteja sendo criado.

Não sabe qual profissão é ideal para você? Não se preocupe, pesquisadores indicam algumas profissões que devem aparecer em alguns anos. Com mudanças nas estruturas educacionais, sociais e de mercado, o natural é que novos empregos sejam criados, com trabalhos que até pouco tempo não poderíamos imaginar possíveis.
O Porvir traduziu e apresentou algumas das novas profissões que a revista Fast Company publicou como empregos do futuro. Segundo a publicação, esses trabalhos já serão realidade até 2025, sendo que alguns já se configuram de alguma forma em nossa sociedade e outros mostram seus primeiros sinais.


Aqui, trazemos a tradução do Porvir com as suas notas da redação, que tornam a publicação ainda mais interessante por mostrar como algumas dessas profissões já se apresentam no mercado. Recomendamos a leitura do texto integral da Fast Company, disponível somente em inglês.


1 - Gerente de Morte Digital (Digital Death Manager)
Life-logging é o processo de rastreamento de dados pessoais e será um estilo de vida, uma vez que as pessoas têm passado cada vez tempo conectadas. Segundo Terry Young, daqui a alguns anos, haverá um profissional cujo papel será o de transformar todo esse material deixado nas redes em histórias. E isso pode ser útil durante nossa vida para o marketing pessoal, mas também na morte. “Hoje isso acontece apenas com pessoas importantes. Andy Warhol tem uma fundação, por exemplo. Nós imaginamos isso chegando a outras pessoas que querem moldar o significado de seu legado”, diz o executivo.

Nota da Redação: O fato de os adolescentes, especialmente os brasileiros, passarem tanto tempo conectados os expõe a uma série de riscos na web. O uso consciente da internet, que vai permitir a construção de uma história digital segura dos usuários, é uma preocupação de uma série de instituições que trabalham com conscientização digital nas escolas. A organização Safer Net é um exemplo.

2- Mentor/tutor fora da escola (Un-Schooling Counselor)
O conceito de educação em anos engessados, nos quais se faz exercícios sobre conteúdos específicos e pré-determinados, vai acabar, afirma a Fast Company. O futuro terá mais diversidade. As pessoas vão poder estudar em locais diferentes, pelo tempo que for mais conveniente, terão maior liberdade e flexibilidade. E quem vai guiá-las são os mentores, que atuam dentro e fora da escola. “É a evolução dos tutores tradicionais para alguém que pode acompanhar essas mudanças”, afirma Young.

Nota da Redação: Novos programas educacionais já estão seguindo essa tendência. É o caso do Projeto Minerva, uma universidade global que inicia sua primeira turma neste ano e que tem como proposta ser itinerante. Como nas instituições tradicionais, seus cursos serão de quatro anos. O primeiro deles, de formação básica, ocorrerá nos Estados Unidos e nos seguintes os estudantes passarão por algumas das principais metrópoles do mundo que ainda estão sendo definidas. Cada aluno será acompanhado por um mentor, que ajudará o aluno a entender o seu papel na sociedade e as formas produtivas com que pode interagir com ela.

3 – Desorganizador Corporativo (Corporate Disorganizer)
As grandes empresas vão querer cada vez mais ser como as startups, que têm a inovação como vital para os negócios. Young diz que as corporações vão precisar de profissionais que as desorganizem, que introduzam um pouco de “caos organizado” em seus processos. “O desorganizador irá aproveitar os novos sistemas de economia colaborativa, criando maior fragmentação e um ecossistema mais distribuído”, afirma.

Nota da Redação: Muito já é falado sobre o impacto que as startups estão causando no mercado de trabalho e nos sistemas de ensino. Uma startup francesa, inclusive, a Planet Expat, tem como proposta incentivar jovens universitários a estagiarem nesse tipo de empresa nascente, justamente por serem ambientes que alimentam a inovação, o espírito empreendedor e a criatividade.

4 – Especialista em desintoxicação digital (Digital Detox Specialist)
A sobrecarga digital se tornará ainda mais opressiva. Isso vai abrir o caminho para as pessoas que podem ajudar a levar uma vida menos centradas em dados, ou que pelo menos ajudem a encontrar um equilíbrio melhor. Em alguns casos, podem até organizar centros de reabilitação digital.

Nota da Redação: Na verdade, eles já existem. O The Digital Detox é uma instituição que organiza eventos, programas de imersão e palestras sobre como encontrar o equilíbrio entre a vida on-line e offline e a importância disso para uma vida produtiva.

 [Via: Porvir // Fast Company]