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19 de novembro de 2014

Herbal Kneipp: têxteis desenvolvidos com aromas terapêuticos


A estudante de design da Design Academy Eindhoven, Holanda, Alexandra Stück, criou uma série de têxteis infundidos em diferentes aromas de ervas terapêuticas com o intuito de estimular o bem-estar do usuário e sua (re)conexão com a natureza. O têxtil intitulado Herbal Kneipp, feito de linho tecido à mão, foi projetado pensando na vida contemporânea conturbada, onde o bem-estar é uma busca cada vez mais constante em nossa sociedade.

Inspirada nos remédios holísticos desenvolvidos no século XIX pelo monge alemão Sebastian Kneipp, Stück criou uma combinação de cinco aromas feitos com ingredientes que são conhecidos por seus benefícios para a saúde, são eles: hortelã, para promover a concentração e foco; alecrim, para restaurar o libido e a função sexual; erva-cidreira, para equilibrar o ciclo cardíaco; germânio e raiz de valeriana para proporcionar conforto e força após o trauma psicológico e pinho para pressão arterial. Logo, foi possível criar uma fórmula onde o usuário possa se sentir mais calmo, focado e até mesmo com mais tesão apenas com o sentido do olfato.



Mas como a graduanda em design fez para aplicar esta fórmula no têxtil?

Stück criou, a partir de óleos essências de cada erva, uma espécie de “scent dye“ (“corante aromatizado”), que pode ser fixado no tecido de linho natural utilizando apenas água quente e possui duração de até seis meses (se lavado à mão e passado a ferro). O aroma do tecido será propagado através do calor do corpo, do toque ou do movimento, sempre que o tecido é usado.


O legal é que o tecido de linho 100% natural foi criado com tramas abertas para permitir que o aroma se difunda para o seu nariz mais facilmente. Além de que - tanto o tecido como o aroma foram feitos a partir de plantas, beneficiando o trabalho em conjunto. 


A indicação da designer é que o “corante aromatizado” seja aplicado em cachecóis, lenços ou lençóis de cama para um contato mais próximo do nariz. 

O projeto foi apresentado no desfile de formatura do Design Academy Eindhoven, durante a Dutch Design Week (Semana de Design Holandês) no mês passado. 


Via: Stylus

11 de setembro de 2014

Você já parou para pensar como será a relação entre corpo e roupa no futuro?

Com o avanço da tecnologia cada vez mais rápido, o vestuário, entendido como algo que nos dá cobertura, nos protege contra o frio e transmite nosso estilo e gosto pessoal, encontra um novo sentido no futuro. Segundo entrevista com Rebeccah Pailes-Friedman, professora associada do Instituto Pratt, autora e pesquisadora de têxteis inteligentes e tecnologias vestíveis, realizada pelos colaboradores do site Forbes Style File, é possível perceber um cenário onde a roupa irá interagir e trabalhar com o nosso corpo e não apenas vesti-lo.
Vestido CuteCircuit 
Os têxteis inteligentes estão pavimentando o caminho para essa mudança de cenário e abrindo caminho para uma revolução na indústria da moda. Sobre têxteis inteligentes, Rebeccah afirma que o que os torna revolucionários é que “eles têm a capacidade de fazer muitas coisas que os tecidos tradicionais não podem, inclusive comunicar, transformar, conduzir energia e até mesmo crescer." A pesquisadora relata que os tecidos inteligentes podem ser divididos em duas categorias: estética e de melhor desempenho. Na categoria estética, entra toda a performance criativa que pode ser atrelado à roupa, seja mudança de cor, brilho, som e estilo. Na categoria de melhor desempenho a função torna-se proeminente. Este, por sua vez, terá um enorme impacto nas roupas esportivas e militares, com os tecidos que ajudam a regular a temperatura do corpo, controle muscular, proteção contra riscos ambientais extremos, entre outros. Há, ainda, outras possibilidades para o mercado de saúde e beleza com a aplicação de fármacos nas micro partículas dos tecidos para reagir em contato com a pele. Mas isso é só a ponta do iceberg, pois há um longo caminho de estudos e pesquisas pela frente.
Veja alguns exemplos de marcas e designers que estão transformando o mercado da moda através da tecnologia:

Ying Gao - Designer de moda que vive e trabalha entre Genebra e Montreal, cria roupas combinando design urbano, arquitetura e multimídia, e usa tecnologias sensoriais para fazer roupas mais interativas. Seu trabalho atesta a profunda mutação do mundo em que vivemos e carrega consigo uma dimensão crítica radical que transcende a experimentação tecnológica.

INCERTITUDES - Vestidos que são ativados através do som

INCERTITUDES

INCERTITU

Desfile Ying Gao Mercedes-Benz Fashion Week Madrid

Grado Zero Espace - Marca italiana que propõe o estudo de novos materiais e inovação tecnológica para criar peças fascinantes.
Projetado e desenvolvido pela Grado Zero Escape 
Giada Dammacco, "Shape Memory Shirt" in tessuto Oricalco por Grado Zero Escape

A marca londrina CuteCircuit é uma marca de tecnologias vestíveis que desde seu lançamento em 2004 revoluciona a indústria da moda. Utiliza tecidos inteligentes e nanotecnologia para proporcionar uma nova interação entre usuário e roupa. Em fevereiro deste ano, CuteCircuit levou sua inovação para a New York Fashion Week, onde pela primeira vez na história da moda, as modelos controlavam suas roupas através de um aplicativo em seus celulares. E em setembro, participou do Mercedes-Benz Fashion Week em New York. Confira abaixo os desfiles:

CuteCircuit - A/W 14/15 Collecton NYFW

                                      
Coleção CuteCircuit - Primavera/Verão 2015
Mercedes-Benz Fashion Week em New York City