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28 de junho de 2014

Torturados pela publicidade


“Justin Bieber é o futuro do rock’n'roll”. A frase em si já é engraçada, mas imagina descobrir que ela foi profanada por alguém como o Iggy Pop? Começamos a pensar qual foi a substância que ele tomou, ou então imaginar que foi submetido a uma sessão de tortura, certo? É exatamente essa a ideia da campanha anti tortura da Amnesty International. Depois de ver a imagem da lenda do punk após tomar uma surra, a gente entende que a frase é uma mentira e a ideia deste anúncio, que é provar que um homem pode falar qualquer coisa sob tortura. Ainda para mostrar seu ponto de vista, outros exemplos foram usados na campanha, como uma nova imagem do Dalai Lama seguida pela frase “O Homem que não tem um rolex aos 50 anos de idade fracassou na vida”. Imaginar se o líder da religião budista faria um comentário destes? Ou pior, poderia ele se submeter a um comentário destes mesmo se fosse ameaçado sob tortura física? Não é algo legal de se imaginar, mas a ideia foi lançada:


Com uma boa dose de descontração para as frases tão polêmicas, Karl Lagerfeld também entrou a lista de piadinhas de humor negro e foi ameaçado sob tortura para confessar que “O topo da elegância é camisa havaiana e chinelo”. Quando poderíamos pensar que um dia o comandante da Chanel poderia concordar com uma coisa dessas, mesmo de férias na riviera francesa? Exatamente: nunca!


fonte: juliapetit.com.br

5 de fevereiro de 2014

Dia Internacional de Tolerância Zero à MGF

Acreditamos viver em uma sociedade evoluída que deixou no passado seus atos mais desumanos. Porém estamos bem enganados.
Muitas torturas que pensamos encontrar descritas apenas nos livros de história, ainda acontecem, e muito. Por não fazer parte do nosso cotidiano, por medo dessa realidade ou mesmo por informações camufladas ou por pura falta de interesse em buscar saber mais sobre as condições de vida fora do nosso círculo, acabamos não sabendo dessas aberrações.
Quem aqui sabia que até hoje a mutilação genital feminina é praticada? E não são apenas casos localizados, cerca de 140 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo sofrem hoje com as consequências da MGF (mutilação genital feminina).




Mas não precisamos só ficar perplexos e enojados dessa realidade. Podemos mover o mundo através da troca de informações. A próxima quinta-feira, 06/02, é o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, dia para levarmos essa informação adiante e abrir os olhos. Segundo a ORG Plan Brasil essa prática fere os direitos humanos e existe em pelo menos 28 países da África e do Oriente Médio. A MGF também acontece na àsia e em comunidades emigrantes na Europa, América do Norte e Austrália.




A Mutilação Genital Feminina consiste na remoção de uma parte ou da totalidade dos órgãos sexuais de mulheres e crianças. Há vários tipos de mutilação e com gravidades diferentes. Não há idade para mutilação, pode acontecer com recém nascido até à primeira gravidez, e a maioria acontece entre os quatro e oito anos das meninas. 



A MGF consiste na remoção de uma parte ou da totalidade dos órgãos sexuais de mulheres e crianças. Há vários tipos de mutilação – com gravidades diferentes. Em algumas tradições são removidos o clítoris ou os lábios vaginais, mas uma das práticas de maior gravidade – chamada infibulação – consiste na costura dos lábios vaginais, em que deixam apenas uma pequena abertura para a urina e a menstruação”.
A grande parte não é feita com materiais esterilizados, é feito em práticas de grupo por mulheres da comunidade que usam facas, lâminas ou até mesmo cacos de vidro. Os efeitos vão de tumores até morte por sangramento intermitente. Além de danos psicológicos em mulheres e crianças que se sentem humilhadas, desprotegidas, e com ansiedade e terror. E é justamente esse um dos motivos da prática existir até hoje: pois as mulheres mutiladas são vistas como mais “dóceis” – já que sentem medo o tempo todo.
Outro fator da prática existir é a crença de que os órgãos sexuais femininos são “impuros” e que só o homem tem o direito ao prazer.


Equality Now Africa Rising produziu o documentário sobre as mulheres que lutam pelo fim da mutilação genital feminina, assista ele aqui.
fonte: juliapetit.com.br