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27 de agosto de 2012

Sorria! Você está sendo vigiado.

      
     
       A popularização dos sites de buscas, redes sociais e e-commerces está gerando mais ideias para os profissionais de marketing. Com acesso a informações precisas geradas pelo próprio consumidor ao atualizar seu status no Facebook ou tirar uma dúvida no Google, as empresas estão apostando em anúncios personalizados e vendo seu lucro subir exponencialmente como é o caso da gigante Amazon onde o sistema "se você gostou disso, deve gostar daquilo" é responsável por um terço do seu faturamento de US$50 bilhões anuais.
       A empresa norte-americana Acxiom especialista em todo tipo de coleta de dados online afirma ter mais de 175 milhões de informações pessoais sobre brasileiros, sendo estas provindas apenas de registros públicos como comentários em blogs e publicações em sites.
       No entanto, não é apenas no mundo online que você está sendo vigiado pelo marketing. Dezenas de lojas físicas utilizam sistemas de filmagem para captar a reação do cliente. Como é o caso do NeoFace, programa de reconhecimento facial que capta expressões de pessoas que se aproximam de um painel eletrônico de propraganda e depois envia dados a uma central que analisa as reações, se a maioria for negativa o anúncio é trocado em poucos minutos.
       E o marketing invasivo ainda vai mundo além. A tendência é captar cada vez mais sinais do cérebro que permitam análises precisas de reações pessoais a determinados estímulos de consumo. Os laboratórios de neuromarketing, como são chamados os "hospitais" que se dedicam ao estudo do comportamento de consumo contam com equipamentos de última geração para exames que monitoram cada parte do cérebro de um consumidor enquanto ele observa determinado produto. 
     Essa invasão agressiva já está causando revolta em organizações que combatem o uso abusivo da publicidade, mas enquanto não há um veredicto, cada passo nosso é rastreado, decodificado e transformado em propaganda de produtos e serviços.

Via Galileu


10 de setembro de 2009

Comerciais Polêmicos

Na última terça-feira faltando apenas alguns dias para que o atentado sofrido pelos Estados Unidos no dia 11 de setembro de 2001 complete 8 anos, o jornal russo em inglês "Moscou News" divulgou uma campanha publicitária que faz referência ao atentado e também à bomba atômica de Hiroshima.


Na propaganda os desastres são representados por folhas de jornal preto e branco e coloridos. O slogan "coisas difíceis de explicar, numa linguagem que você entende" acompanha as imagens.


O anúncio surgiu alguns dias depois de outro comercial ter chamado atenção. A propaganda mostra os ataques aéreos ao World Trade Center e os compara em seguida com o tsunami na Ásia, informando que na segunda catástrofe o número de pessoas mortas foi 100 vezes maior. O anúncio havia sido encomendado pela ONG WWF em dezembro de 2008 para a agência de publicidade brasileira DDB e segundo a organização, não havia sido aprovado. A ONG afirma ainda que "a peça publicitária não reflete de forma alguma a opinião da organização e seus colaboradores e repudia veementemente sua publicação e circulação". A Agência DDB Brasil pediu desculpas a todos que se sentiram ofendidos com o comercial e diz ainda que a propaganda não reflete a filosofia da agência e que a equipe responsável pelo vídeo não faz mais parte da agência.