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25 de março de 2015

Comunidade de Londres cultiva linho para transformar em roupas

Como exemplo da cultura do slow fashion e de crítica à indústria da moda, uma comunidade londrina começou a cultivar linho para transformar em roupas.


Tudo começou na primavera (outono para nós) de 2014, com o cultivo das sementes de linho sob técnicas manuais. Um ano depois, eles teceram um top feito inteiramente de linho colhido de seu viveiro urbano. Esta ação uniu diversas pessoas e suas respectivas áreas como jardineiros, tecedoras, designers de moda, vizinhos e até crianças da escola da região.

A ideia começou quando Zoe Mill Burt do projeto Seeds of Fashion e Kate Poland, do Cordwainers Community Garden se conheceram no evento Slow Textiles Group Slow Textiles Group. Com pensamentos e ideais em comum, as idealizadoras do projeto têm o objetivo de provar que é possível [SIM!] acontecer o slow fashion em cidades, produzindo roupas feitas totalmente com técnicas manuais, a partir de têxteis cultivados em viveiros urbanos. Além disso, a dupla quer passar uma mensagem inspiradora para a sociedade, conectar comunidades e o meio ambiente e também trazer conexão entre as pessoas.


O projeto fez uma parceria com o London College of Fashion e desafiou os estudantes de moda a usar a fibra de linho, que a comunidade cultivou por quase um ano, para criar um produto vestível. No processo, os estudantes trabalharam a fibra com a ideia de inconsistência,  para lembrar de todas as mãos que ajudaram a desenvolver o produto. Usaram uma variedade de linho tingido naturalmente para tecer algumas linhas horizontais da peça, dando ênfase na incoerência.


Fonte: ecouterre.com

17 de outubro de 2014

Free Your Stuff! Senso de comunidade contra o desperdício




Volta e meia vemos várias comunidades de vendas no facebook, que facilitam para nós nos livrarmos daquilo que não queremos mais e ainda lucrar com isto. Surgiu na Alemanha a comunidade Free Your Stuff (FYS, ‘Liberte as suas coisas’), que propõe a troca ou a doação das coisas, de tudo aquilo que não queremos mais e acabamos acumulando. Este grupo busca não somente se libertar dos acúmulos, mas também dar um novo lar e dono para algo que não lhe tenha mais serventia, porém que possa ser útil a outra pessoa. Esse fenômeno atrai aqueles que preferem doar e trocar ao invés de desperdiçar.

A criação deste tipo de comunidade é uma consequência do senso de comunidade contra o desperdício, e a favor do beneficiamento do próximo. Libertar suas coisas também permite que se compre mais, e assim permita o giro de capital e tecnologias, que como nunca, estão sendo desenvolvidas e atualizadas em ritmo frenético.
Este espírito de comunidade visto por toda a Alemanha permite se obter de graça praticamente de tudo, e até um pouco mais. Como por exemplo: televisores, geladeiras, camas, sofás, celulares, leitores de e-book, pianos, escrivaninhas, bicicletas, violão, frutas, cobertores, camas, roupas, calçados e até portas.

Nesta imagem podemos ver como funciona: a pessoa precisa de algo, acha este objeto no grupo, e sai satisfeita sem gastar nada!
Como diz na descrição da comunidade do facebook da Free Your Stuff Berlin, que conta com mais de vinte cinco mil participantes, "O grupo é dedicado a todos nós que tendemos a acumular, acumular e a preencher espaços que poderiam ser usados para algo mais interessante do que um depósito ou um coletor de poeira”.

Essa conscientização tem se espalhado por várias outra cidades, por todo o mundo, incluindo cidades brasileiras como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte. Mas ainda é um movimento de maior aderência dentro da Alemanha, que possui páginas nas cidades: Berlim, Bonn, Colônia, Hamburgo, Munique, Stuttgart, Leipzig, Nurembergue, Dresden, Frankfurt, Düsseldorf, sendo rara a cidade que não possua a página.