20 de setembro de 2013

Projetos inclusivos: reflexões acerca das singularidades humanas

Seguindo na mesma linha de raciocínio sobre a volta do consciente coletivo (citado aqui) e da era da colaboração, pode-se destacar um  público crescente, voltado não apenas para o aspecto material, mas querendo um algo a mais. Procura-se um conhecer coletivo, conquistas sociais e inclusão - fato diretamente relacionado a um público cada vez mais jovem.
A forma de compreensão do mundo torna-se mais consciente incorporado à visão do todo. É, com esse pensamento em mente, que podemos destacar o projeto global Inside Out, do Francês JR, na qual cobriu a Times Square com retratos em grande escala das pessoas que passavam no local. Um hábito inicialmente individualista, os chamados selfies, ganha outro sentido quando as imagens são dispostas em conjunto em uma via pública. 
Nesse contexto, as singularidades humanas ganham destaque, direcionando esse novo olhar para um caminho diferente. A quebra de tabus com o primeiro desfile plus-size London's First Plus-Size Fashion Weekend, que ocorreu em fevereiro deste ano, foi um marco na história da moda que durante anos seguiu com o padrão de beleza sustentado em ossos, tanto como a agência de modelos WE ARE UNLIKE YOU, da Alemanha, que trabalha com modelos que fogem dos estereótipos. Existem outros projetos como a agência de modelos com deficiência física Doll Parts, a série fotográfica, de Gustavo Lacerda, Albinos I collect gingers, idealizado pela sul-africana Anthea Porroy – que mostram pessoas únicas retratando o diferente.
A questão da singularidade mais inclusão, também, é visível no P-ink.org (personal ink), uma página no Pinterest, com objetivo de fornecer inspirações, tatuagens, ideias e informações de artistas para sobreviventes de câncer de mama e no projeto acessibility view, uma ferramenta para pessoas com deficiência física que possibilita os cadeirantes da AACD percorrerem as ruas de São Paulo através da visualização de rampas, calçadas e espaços mais acessíveis.
                                                                                                              Inside Out
                                                    London's First Plus-Size Fashion Weekend
                                                                                       London's First Plus-Size Fashion Weekend
                                                                                     Ensaio Albinos
                                                          WE ARE UNLIKE YOU
                                                                                                               Doll Parts


 
                                                   personal ink
    
                                                                                   personal ink

18 de setembro de 2013

Tendências para sobrevivência das marcas no universo digital

A transformação do mundo digital é impressionantemente rápida, e a internet está passando por grandes mudanças! Isso acontece tando no visual quanto na parte estrutural. A prioridade agora é sempre oferecer opções rápidas e intuitivas como uma base forte de conteúdo e funcionalidades.
As páginas estão se renovando completamente em termos de design, feed de notícias, e plataformas sociais.
O design é o fator principal da internet do futuro. Nela vamos juntar arte e engenharia tecnológica. E o objetivo principal de tudo isso é facilitar a vida dos usuários.

Confira características da internet do futuro e que os anunciantes digitais devem se inspirar para se equilibrarem neste novo cenário.

Conteúdo será consumido em Feed

Conteúdo moderno é descoberto através de uma curadoria nos feeds, e não de uma teia de páginas únicas. Os layouts das páginas precisam ser baseados em formatos inteligentes, tornando o conteúdo o centro das atenções. .

Os anúncios precisam se encaixar discretamente na montanha de conteúdo

Na prática, um design moderno enfatiza a simplicidade e as funcionalidades. E todas as plataformas culminam no consumo de conteúdo. Em sites modernos, o conteúdo é exibido de maneira que os usuários não se percam dentro das plataformas.

Todos os sites serão integrados a outras plataformas 

As campanhas serão feitas com base no consumo em todas telas com acesso online, permitindo a conexão com social e outros tipos de interação.

Todos os anúncios serão tratados como conteúdo
Os novos hábitos de consumo provam que quando os anúncios são bons, eles podem rodar ao lado do conteúdo natural. 

Todo conteúdo terá fóruns de conversação

Interatividade e conectividade estão se tornando cada vez mais indispensáveis para os publicitários. Os usuários querem expressar suas opiniões e compartilha-las com o mundo. 

fonte: proxxima.com.br

17 de setembro de 2013

O Mundo é "CO"

Vivemos na era da colaboração, temos espaços de coworking, temos cocriação, cobranding e tantas outras formas de se unir para fazer algo que o mercado precisou se adaptar. Cindy Gallop disse, em uma convenção sobre mídia que aconteceu em agosto na Suécia, que o futuro dos negócios está em fazer o bem para crescer e não crescer para depois apenas doar dinheiro para instituições de caridade. Passamos a ver o futuro do mercado como valores e ações compartilhadas que geram lucros financeiros e sociais.
Gallop fundou o site If I Ran the World onde todos podemos fazer parte de microações. O projeto se baseia no compartilhamento de ideia e fundos de investimento, onde qualquer pessoa pode colaborar sugerindo uma microação, de até 140 caracteres, que pode despertar o interesse de um financiador para colocar a ideia em prática. São ações sociais colaborativas que, através da internet, não precisam acontecer entre pessoas de um mesmo local.
Essa é a nossa busca pela humanização de nosso estilo de vida e da big data. Estamos constantemente acessando informações de uma maneira robótica, o que faz com que muitos dados recebidos não sejam utilizados, sendo a quantidade de informação excessiva. Precisamos direcionar e utilizar de forma criativa todo esse conhecimento e tornar a busca, a análise e o uso de dados, mais humanos. A forma mais eficiente de realizar isso é passando da cocriação para a ação colaborativa.
Nós vemos ações que começam a demonstrar essa humanização, algumas delas são as recentes séries que retratam as princesas da Disney e os Super-heróis como nós, em situações do dia a dia. Outro sinal é o crescimento pela busca da empatia e de empresas verdadeiras, com produtos verdadeiros, em campanhas como The World Needs More e Conflict Kitchen.
Assim, é preciso apenas que utilizemos as ferramentas que temos para agir em conjunto, pois nós somos o que fazemos e juntos podemos fazer muito mais.

13 de setembro de 2013

Hotéis das redes sociais

Hotéis das redes sociais

Dois hotéis, criados com a proposta de fundir o mundo real e virtual, são um experimento totalmente novo - redefinindo a [experiência] de viagens através das mídias sociais. 

'Instagram Hotel'  
A ligação entre viagens e fotografia sempre foi um ponto muito forte na vida das pessoas. Através do advento das mídias sociais e do Instagram, o compartilhamento de fotos torna-se um fator onipresente e proporciona ensaios ainda mais significativos.
Pensando nisso foi criado o ‘Instagram Hotel’, em Pyrmont, Sydney, Austrália. O hotel boutique foi nomeado ‘Hotel 1888’ em homenagem ao ano que a Kodak lançou sua primeira caixa e câmera de rolo. 

"As pessoas não querem apenas visitar e permanecer em lugares bonitos, elas também querem capturar e compartilhar com seus amigos e redes quando isso acontece", disse Paul Fischman (chefe executivo) ao Mashable.
O prédio de cinco andares foi planejado de modo que cada elemento, ângulo e espaço valessem uma foto  “digna de Instagram”. Logo na entrada, o hóspede é saudado por um mural digital rotativo das melhores imagens do Instagram e um espaço selfie para tirar uma foto de si mesmo ao fazer seu check-in, sendo que as melhores fotos são penduradas na parede para que todo mundo possa ver.
O hotel, além disso, dispõe de Wi-Fi gratuito em toda a vizinhança e um iPad em cada um dos 90 quartos para uso dos hóspedes, com diárias no valor de aproximadamente US$140 por noite. Aqueles que têm mais de 10 mil seguidores no Instagram ,ou aqueles que tirarem as melhores fotos durante sua estada no hotel, ganham uma estadia. 



'Twitter Hotel'

A Espanha foi o primeiro país a criar o hotel temático do twitter, localizado na ilha de Maiorca. Com o mesmo objetivo, o Sol Hotel Wave House aproveita o poder das mídias sociais como uma forma de melhorar a experiência geral do hotel – para aqueles hóspedes ‘tweetaholics’ que não conseguem se desligar da vida virtual.
O hotel dispõe de [experiências] temáticas - quartos, festas, bebidas e uma comunidade virtual chamada #SocialWave para os hóspedes interagir e\ou flertar uns com os outros. Todos os cantos do hotel foram concebidos para ajudar a iniciar novas conversas, fazer amigos e desfrutar de atividades únicas.
É possível, através de hashtags, fazer pedidos para ter seus minibares reabastecidos, pedidos de comida e bebida perto da piscina além de outras coisas.
Marco Fanton, diretor de mídia social da ‘Sol Wave House’, disse a Time: "Ele vê a comunidade virtual como uma divertida e interativa extensão do que os clientes já estão fazendo em suas férias - mostrando a sua viagem usando as redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram".


11 de setembro de 2013

As culturas do mundo segundo Richard Lewis

Richard Lewis, viajante do mundo, decidiu classificar as diferentes culturas do planeta em um livro. Em "When Cultures Collide" ele divide os países em três categorias: lineares, multi-ativos e reativos. O foco de toda essa análise é entender como interagir com pessoas de diferentes culturas.
O livro está na sua terceira edição, e já vendeu mais de um milhão de cópias, sendo considerado um roteiro oficial para navegar a economia do mundo. Lewis reconhece os perigos dos estereótipos, mas afirma que essa categorização das normas nacionais não se altera significativamente ao longo do tempo.

O escritor viajante classifica os países das seguinte forma: 
Linear-ativos - aqueles que planejam, programam, organizam, e fazem uma coisa de cada vez.
Multi- ativos - povos animados que fazem muitas coisas ao mesmo tempo, planejando suas prioridades não de acordo com um calendário, mas de acordo com a emoção ou importância de cada compromisso.
Reativos - aquelas culturas que priorizam o respeito, ouvindo em silêncio e calma, e reagindo assim, com cuidado as propostas do outro lado .

O comportamento de pessoas de diferentes culturas não é algo à toa. Existem tendências claras, sequências, tradições, e crenças profundamente enraizadas que resistem às súbitas transformações de valores.

Conheça melhor os páises através do gráfico criado por Richard:



fonte: businessinsider.com

9 de setembro de 2013

Os Futuros Usuários da Internet

A ISP - Internet Service Providers, através do seu site onde fornece informações sobre as operadoras de internet disponíveis em diferentes locais dos Estados Unidos, apresenta alguns infográficos sobre dados de uso da internet. O último boletim da ISP mostra como será o próximo bilhão de usuários da rede mundial.
Alguns dos dados mais importantes mostram que a quantidade de usuários na internet dobrou desde 2006. Atualmente, 39% da população mundial está conectada. O infográfico mostra também que, nos últimos  quatro meses de 2012, a venda de celulares foi superior ao número de habitantes brasileiros, foram vendidos 207 milhões de aparelhos, fazendo com que a internet móvel seja muito mais utilizada do que em computadores. Além disso, a pesquisa informa que os usuários estão cada vez mais propensos a comprar gadgets que podem ser vestidos, como o Google Glass, o iWatch e outros relógios interativos. Esses novos usuários mostram o desenvolvimento da rede de comunicação em países da Ásia, sendo a China, a Índia e a Indonésia os países com maior índice de novos utilizadores.


http://www.internetserviceproviders.org/blog/2013/internet-users/

6 de setembro de 2013

Incredible Edible - paisagens comestíveis



Pam Warhurst, Mary Clear e um grupo de idealizadores tiveram a ideia de transformar vários terrenos públicos sem uso em hortas comunitárias.
Tudo começou numa pequena vila no norte da Inglaterra, de apenas 15 mil habitantes, chamada Todmorden.  Esta cidade, incrivelmente comestível, é o local onde nasceu a expressão jardins de propaganda e o movimento Incredible Edible

A ideia é simples:  qualquer um pode plantar e qualquer um pode colher.

“Não estamos fazendo isso porque estamos com tédio, estamos fazendo isso porque queremos começar uma revolução”, disse Pam Warhurst ao TED Talk.

A princípio foi questionado se poderiam encontrar uma palavra universal que atravessaria tempos,  culturas e que ajudaria as pessoas a encontrar um novo jeito de viver, um novo jeito de ver os espaços a nossa volta e assim, a interagir de forma diferente. A resposta? Comida.
Alimentos podem levar as pessoas a falar e inspirá-las a agir - sobre educação, causas sociais, economia e inclusão locais.
Através do trabalho comunitário, do aprendizado e do apoio das empresas da cidade, esta ação busca garantir o direito à boa comida  para todos.


Apesar do foco ser a localidade, a mensagem já serviu de Inspiração global. O Reino Unido já tem mais de 50 grupos independentes, e como movimento mundial, se estende do Canadá à Nova Zelândia.




Assista a própria idealizadora da ação contando um pouco mais sobre essas paisagens comestíveis aqui



4 de setembro de 2013

Infográficos

São gráficos que possuem informação e sentido de imagem ao mesmo tempo. Combinam fotografia, desenho e texto, sempre apresentando uma narrativa ou informação de forma mais dinâmica. 
Alguns pesquisadores consideram as pinturas rupestres como os primeiros infográficos. Porém, a base teórica da construção desses gráficos super fofos foi publicada por Edward Tufte, apenas na segunda metade do século XX. Entretanto, antes disso, esse tipo de informação, através de imagens, já ilustrava livros e cartazes e, com o avanço das mídias virtuais, novos modelos de infográficos surgem todos os dias e são veiculados nos mais variados meios de comunicação.
Atualmente,  já tornaram-se indispensáveis e, graças aos designers gráficos, facilitam cada vez mais a compreensão de variados assuntos. Abaixo, alguns exemplos:
Figura1. Mostra os diversos modelos de calçados masculinos e femininos separados pelos seus respectivos nomes. 
Figura 2. Ilustra os 108 penteados e cortes de cabelo que mais fizeram sucesso na história da música.

E, se você se interessou pelo assunto, confira também os sites DailyInfographic (que publica um infográfico por dia de vários assuntos, produzidos por profissionais de todas as regiões do planeta) e CoolInfographic (blog do presidente da InfoNewt, em que cada infográfico acompanha um post com análise de cada trabalho).


fontes: revistatrip.uol.com.br
moleskinemale.blogspot.com.br

3 de setembro de 2013

A sobrecarga do Planeta

O consumo sustentável é debatido há anos, sendo analisado desde a produção da matéria prima, até o destino que é dado para embalagens e restos do que consumimos. Tornou-se área de pesquisa, gerando inúmeros novos produtos, serviços e tecnologias, que visam diminuir os efeitos do homem no planeta. Porém, alguns dados nos fazem questionar até que ponto o consumo mudou e até onde vão as consequências de nossas atitudes.
A organização Global Footprint Networking monitora o consumo mundial e anuncia todos os anos o dia em que o consumo de recursos naturais ultrapassa o índice que o planeta consegue repor, nesse ano foi no dia 20 de agosto. A declaração que marca o Dia da Sobrecarga da Terra gerou muitas discussões, inclusive a de que até quando o planeta suportará nosso estilo de vida.

A comparação realizada ao longo dos anos pela ONG mostra que, a cada ano, essa data tem acontecido mais cedo, sendo que, hoje, seria necessário um planeta e meio para renovar os recursos consumidos, e esse número deverá chegar a dois planetas em 2050, se continuar no mesmo ritmo.
Para ajudar a consumir de forma a desgastar menos o planeta, o GFN disponibiliza em seu site um questionário que calcula a sua Pegada Ecológica, índice que avalia a demanda humana por recursos naturais e a compara com a capacidade regenerativa do planeta e, ainda, dá dicas de como diminuir esse índice.
Para saber mais sobre o Dia da Sobrecarga da Terra, basta acessar o site do GFN ou o do WWF para textos em português.

1 de setembro de 2013

Caminhos intrínsecos da mente humana

Até que ponto a neurociência irá com o propósito de controlar nossa mente?

Hoje em dia, percebe-se um crescente interesse sobre a relação  comportamento e mente. Vários sistemas, não invasivos, vêm sendo criados por pesquisadores com o intuito, a princípio, de desafiar um novo meio de comunicação e, consequentemente,  exteriorizar o nosso inconsciente.
Diante dessa onda de controle da mente humana, destacamos alguns exemplos:


Cientistas conseguem gravar sonhos
Um grupo de cientistas japoneses do Instituto de Ciência e Tecnologias, depois de muito estudo, tornou possível o registro, por meio de imagens, dos sonhos de qualquer pessoa.
Leia mais: http://cientistas-conseguem-gravar-sonhos/

Pesquisadores criaram a primeira interface de controle cérebro para cérebro (Brain-to-Brain)
Já comentamos a respeito desse assunto aqui.  
Andrea Stocco disse em um comunicado para University of Washington: “A internet era um meio de conectar computadores, e agora pode ser um meio de conectar cérebros. Queremos apanhar o conhecimento de um cérebro e transmitir direto de cérebro para cérebro.”

Projeto Neurowear Necomimi
Necomimi é uma nova ferramenta de comunicação que aumenta a habilidade humana.
“As pessoas pensam que o nosso corpo tem limitações, mas imaginem se tivéssemos órgãos que não existem, e que poderiam controlar esse novo corpo? Criamos novos órgãos humanos que usam um sensor de ondas cerebrais.” 

Essa ferramenta, na forma de orelhas de gato, utiliza sensores de ondas cerebrais e detecta e expressa seu estado emocional antes mesmo de você começar a falar.
A princípio parece bobo, mas a tecnologia por trás dessas orelhinhas é sensacional e pode deixar-nos um pouco apreensivos.

Leia mais sobre Necomimi e outro projetos neurowear: 



Deixamos aqui uma pergunta -  qual o limite dessas novas tecnologias?