5 de setembro de 2014

Música de Rachmaninoff é traduzida em tecido pela marca BeatWoven



BeatWoven é uma marca têxtil Inglesa que usa a tecnologia de áudio como um instrumento para revelar padrões geométricos, que são criados por som/música e se fundem harmoniosamente com a técnica artesanal tradicional, a tecelagem. 

Rachmaninov Woven Art piece

Foi em 2008 que Nadia-Anne Ricketts descobriu uma interessante conexão aritimética entre música e a estrutura do tecido, assim começou a explorar a relação entre tecelagem e som por um sistema binário que sustenta a estrutura da tecelagem. Em seu estúdio, o BeatWoven, a designer têxtil possui um software de áudio sob medida/exclusivo que traduz/transforma a música tocada em padrões visuais, usando pixels especialmente para tecelagem/trama.


 "O meu objetivo é ultrapassar limites e expor maneiras em que podemos dar uma abordagem sensorial única e interessante para a experiência da música intangível através da combinação de várias tecnologias digitais. Assim criando um paradoxo interessante entre mídias " diz Ricketts.
O padrão criado é uma notação digital da música/som. Fios de cores e texturas variados são usados ​​para ajudar a sintetizar a estética de áudio da música.

Rachmaninov Large Silk Scarf

Parte do festival de duração anual da Orquestra Filarmônica de Londres, o Rachmaninoff: Inside Out, Nadia-Anne Ricketts foi comissionada a criar uma peça têxtil para o Royal Festival Hall.
Não uma velha peça de arte qualquer, mas uma interpretação do Piano Concert No. 2 usado no filme de 1945 de David Lean, “Brief Encounter”. Para a obra comissionada, Ricketts começou tocando o concerto Rachmaninoff repetidamente através do software para analisar e se familiarizar com os padrões. Embora a paleta de cores básica da peça tenha sido determinada pelo design interior do Royal Festival Hall onde esta será instalada, Ricketts realiza uma extensiva pesquisa para cada canção, incluindo artista, gênero, era e história por trás da composição para enfim escolher a combinação de cores e fios de cada obra.


3 de setembro de 2014

Pirâmide da Tecnologia proposta por Koert van Mensvoort



Através da história, a humanidade foi entrelaçada em uma relação co-evolutiva com a tecnologia, que desde o princípio, estende nossa capacidade física e mental. Atualmente, a tecnologia é vista, pela maioria, como algo que foi recentemente introduzida no mercado como celulares, computadores, internet, entre outros. Contudo, segundo o artista, filósofo e cientista Dr. Koert van Mensvoort essa perspectiva é muito limitada. Por este motivo, Mensvoort criou um modelo de pirâmide chamada de Pyramid of Technology (Pirâmide da Tecnologia) com o intuito de descrever os vários estágios em que a tecnologia se desenvolve em nossas vidas.


  1. Envisioned (Prevista)

O primeiro nível da pirâmide compreende a previsão, a ideia da tecnologia que nasce, antes de tudo, na mente humana. Segundo o autor da pirâmide este nível  é “uma fase de sonho, a província de artistas, poetas, escritores de ficção científica e outros visionários. Embora mais pessoas de orientação prática às vezes subestimam esta fase, é, de fato, a câmara de nascimento de toda a inovação tecnológica”.



  1. Operational (Operacional)

Neste nível, existe um conceito de um projeto e um protótipo, porém, na maioria das vezes não é aplicado e/ou aceito. Como relata o autor, muitas tecnologias de alto potencial estão paralisadas no nível operacional. Um exemplo de tecnologias que residem nesta fase, hoje, são os computadores quânticos, a eletricidade sem fio, a carne cultivada em laboratório, os micróbios modificados que transformam vegetais em óleo, entre outros. Estes, encontram-se estagnados devido ao fato de não vislumbrarem lucro para os investidores. O nível operacional, portanto, é a casa da investigação fundamental em engenharia.



  1. Applied (Aplicada)

A etapa que a tecnologia encontra seu caminho fora do laboratório, em direção à sociedade, é a etapa de aplicação. Um exemplo é o Google Glass, óculos inteligente que permite acesso imediato à toda informação que você deseja. Apesar de poucas pessoas terem acesso até agora, essa inovação ocasionou grande entusiasmo por transmitir a ideia de que num futuro próximo estaremos todos nos comunicando através dessa tecnologia. Entretanto, a fase de transição entre a invenção, aplicação e aceitação é muitas vezes subestimado. Por esta razão, inúmeras tecnologias ficam presas no estágio de aplicação antes de evoluir para o nível mais elevado de aceitação social. O carro elétrico, por exemplo, foi aplicado no mercado, porém, não entrou de forma isolada, já que existem outras tecnologias concorrentes que delimitam o processo – nesse caso são os carros movidos à gasolina. Só recentemente, devido a uma crescente consciência de sustentabilidade e desejo de ar mais limpo nas cidades, é que o carro elétrico está ganhando um espaço maior no mercado.



  1. Accepted (Aceita)

A medida de aceitação das tecnologias é definida culturalmente. Enquanto para alguns o GPS já faz parte da vida cotidiana, outros podem nunca ter ouvido falar dele. Em suma, a transição entre ver e/ou entender uma tecnologia como nova e artificial para ser vista como algo normal e familiar é a chave de aceitação tecnológica dessa fase em questão.

Tecnologias que são facilmente conectadas com hábitos, tradições e intuições dos usuários existentes, como cinema, telefones ou fogões são, inevitavelmente, aceitas de maneira imediata.



  1. Vital (Vital)

Quando a aceitação alcança um número de destaque, a tecnologia se torna vital. Nessa etapa, a tecnologia já faz parte do nosso estilo de vida, como se fosse uma segunda natureza. O celular, por exemplo, mesmo não sendo implantado em nossa pele, não deixa de fazer parte de nossa identidade.



  1. Invisible (Invisível)

A tecnologia, neste etapa, não é mais considerada tecnologia, já que se torna invisível diante dos olhos de seus usuários. A escrita, por exemplo, onipresente na maioria dos países, não é mais compreendida como uma tecnologia. Tudo bem, é uma tecnologia antiga, porém, ainda tecnologia. Dinheiro, roupa e agricultura também são tecnologias que foram inventadas há milhares de anos e que tiveram impacto notável pelos nossos antepassados. Hoje? Fazem parte do nosso inconsciente.



  1. Naturalized (Naturalizada)

Algumas tecnologias surgem, sobem até a metade da pirâmide e então se estabilizam, algumas são empurradas de volta para o nível mais baixo. Outras, entretanto, atingem uma naturalização tão grande em nosso corpo e nossa vida que nós as consideramos parte da natureza humana. O melhor exemplo nesse estágio é cozinhar. Cozinhar, referindo-se aos princípios básicos de aquecimento e não à tecnologias de cozimento específicas, como é o caso do microondas. Hoje pensamos em cozinhar como um aspecto universal da natureza humana, mas há 200.000 anos, a arte de cozinhar era uma tecnologia extremamente inovadora. De acordo com Dr. Koert van Mensvoort “Sem cozinhar, um ser humano moderno teria que comer cerca de 5 alimentos crus para obter calorias suficientes”. Cozinhar, então, permitiu-nos absorver mais calorias dos alimentos que comemos e gastar menos energia no processo. Necessária para a sobrevivência humana, essa tecnologia se transformou em primeira natureza, tornando-se naturalizada.

  


Agora, entendido cada nível da Pirâmide Tecnológica, proposta por Koert van Mensvoort, abordada aqui de maneira resumida, e tendo em vista que a humanidade está entrelaçada em uma relação co-evolutiva com a tecnologia, vamos abrir uma discussão! Poucas tecnologias conseguem subir ao topo da pirâmide, a maioria, como divagou o autor, oscila entre a metade e a camada inferior. Mas por que isso acontece? Porque a maioria dos cientistas, engenheiros, empreendedores que trabalham para melhorar nossas vidas com inovações tecnológicas tendem a focar nos estágios iniciais da pirâmide. Uma sugestão do autor é levar os profissionais da área de inovação questionarem seu objetivo de alcance e sucesso no início do processo de criação, tendo em vista a imensidão da tecnologia desenvolvida durante a história humana. 




2 de setembro de 2014

Lado C - o projeto que permite doar dinheiro sem gastar um centavo

A rede social ‘Lado C’ quer inovar a captação de recursos de ONGs com plataforma onde usuários vendem serviços e a renda é revertida para a instituição que escolherem. 

Ao invés de dinheiro, você doa aquilo que sabe fazer bem.

Na experiência que teve em ONGs, o publicitário Tarik Frank notou que é muito comum que pessoas se identifiquem com uma causa social e até declarem publicamente apoio a ela – mas quando se trata de efetivamente doar dinheiro para as organizações, a coisa muda. Segundo ele, nas redes sociais essa realidade é particularmente notável. “Diversas páginas têm enorme empatia de grupo, mas não conseguem rentabilizar a interação dessas pessoas”, diz. 
Foi a partir dessa constatação que começou a germinar o conceito da rede social Lado C – Todos têm um lado para a caridade, cujo objetivo é permitir que as pessoas doem dinheiro para as instituições que admiram sem necessariamente ter de gastá-lo. Como? Vendendo algo que sabem fazer bem para alguém que precise do serviço ou produto. 

Tarik Frank apresentando sua ideia no concurso Tecnologias que Transformam.

“Vendo esse tipo de modelo, identifiquei a oportunidade de reverter as verbas para o setor social”, explica Frank. Na plataforma seria possível, por exemplo, que alguém te contrate para traduzir um texto em inglês, só que ao invés de o pagamento ir para você, vai para uma ONG de sua escolha. A princípio, a estratégia é constituir um grande banco de doadores através de parcerias com organizações já bem conhecidas, como UNICEF,Doutores da Alegria e Fundação Abrinq, que já demonstraram interesse pelo projeto. Eventualmente, a meta é abrir para qualquer instituição. 
A ideia é que o usuário saiba exatamente como está sendo usado o dinheiro que doou. E Por outro lado, as ONGs vão poder conhecer quais são seus principais doadores e até manter um relacionamento com eles, caso consintam. Segundo Frank, para as instituições este contato é até mais importante do que o dinheiro em si. 
Agora o projeto enfrenta o maior desafio de toda essa ideia promissora: o financiamento. Os organizadores do Acelera Startup avaliaram que a ideia tem futuro, mas não se encaixa no que o investidor brasileiro procura no momento. A sugestão foi partir para o crowdsourcing, e foi o que a dupla fez – lançou uma campanha no Catarse para conseguir financiamento coletivo. Caso não atinjam a quantia almejada, o jeito vai ser continuar na busca por alguém que compre a ideia. "É aquela velha história, as pessoas não se sentem tão seguras em doar dinheiro", diz Frank. 

fonte: revistagalileu.globo.com

29 de agosto de 2014

Riverbed - Repensando o espaço da galeria de arte




Olafur Eliasson, um artista dinamarquês/islandês, está com sua primeira exposição solo, aberta dia 20 de agosto de 2014, a exposição “Riverbed” ficará até  04 de janeiro de 2015 no Museu de Arte Moderna de Louisiana, na Dinamarca.  
O trabalho central, Riverbed(2014) , baseia-se na ligação única entre natureza, arquitetura e arte características de Louisiana. Ao transformar toda a ala sul do museu em uma paisagem rochosa imitando o leito de um rio, Eliasson se concentra em habitar o espaço de uma maneira nova e insere novos padrões de movimento para o museu.






A superfície de rochas que cobre o chão criou o que seria um fluxo remanescente, como se fosse realmente um rio seco. A obra de Eliasson é sobre andar e passar por caminhos estreitos nestas galerias, mas também toca em questões mais fundamentais sobre a forma como a estrutura arquitetônica e institucional configura um campo de ação para os usuários. Que tipo de comportamento é que o museu convida e que convenções e hábitos que nós associamos com uma visita a um museu? Quais os tipos de encontros sociais pode acontecer em um museu como o de Louisiana? O trabalho atua neste aspecto geral, apenas transformando o espaço existente em um espaço inteiramente diferente e, assim, convida um outro tipo de comportamento.


O artista questiona e brinca, ao postar esta foto em seu site:  "Como é a sensação de manter o equilíbrio?
Como é a sensação de perdê-lo?"

Muitos artistas (recentemente e no passado) já experimentaram usar o espaço da galeria vazia em nome de instalações radicais e institucionais, críticas, questionando a consciência, porém Eliasson realmente conseguiu fazer algo agradável e envolvente, ainda que fazendo-se questionar também.



 

28 de agosto de 2014

The future of wearable technology is...

A cada dia surgem no mercado novos produtos e ideias com o propósito de solucionar problemas do cotidiano. O novo mercado para wearable technology ou tecnologia vestível mostra o quão rápido uma indústria pode ser desenvolvida. Entre alguns exemplos estão: o famoso Google Glass; Pavlok, pulseira que age como um personal coach, monitorando seu condicionamento físico; Oculus, o sonho de consumo de todo nerd; Mecapholypse, vestidos surrealistas que podem ser alterados através do controle da mente; Wearablesolar, roupas com placas solares para captação de energia, entre outros. 
Atualmente, de acordo com Danielle Wilde, pesquisadora visitante do Centre for Advanced Materials and Performance Textiles (RMIT School of Fashion and Textiles), as chamadas tecnologias vestíveis são exploradas de duas formas – em peças conceituais criadas por artistas e designers e em dispositivos desenvolvidos com o apoio da engenharia.
Nesse vídeo abaixo, Danielle Wilde fala sobre o futuro dessa tecnologia que evolui junto da moda e mais especificamente, da vestimenta. A pesquisadora enfatiza a necessidade de designers e cientistas trabalharem juntos, pensando num cruzamento de materiais, inovação tecnológica, poética, performatividade e participação. Defende, também, que o futuro das wearable technologies reside na criação de produtos com qualidades estéticas expressivas.

Assistam, é incrível, e está recheado de exemplos que podem servir de inspiração!
Este vídeo é uma co-produção entre a SBS World News e The Conversation. (apenas em inglês)





25 de agosto de 2014

Sorvete virando arte

Não sabe o que fazer quando o sorvete começa a derreter? Ao invés de jogar logo fora para não se lambuzar, que tal uma solução criativa e inovadora? O artista de Bagdá, Othman Toma troca a tinta e aquarelas típicas por guloseimas.

Os trabalhos do artista inclui leões e tigres que surgem de respingos com variedade de cores, sem exigir muitos materiais.

Para ver mais sobre o artista, é só ficar de olho no Instagram dele: @othman_toma






fonte: noo.com.br 

22 de agosto de 2014

Placa transparente concentra energia solar




 
Foi desenvolvido por um time de pesquisadores da Michigan State University-MSU um novo tipo de concentrador solar, que pode ser colocado sobre uma janela e produzir energia solar enquanto permite que as pessoas vejam através dessa janela.

Ele foi chamado de concentrador solar iluminescente transparente, e poderá ser usado em construções, telefones celulares, tablets e qualquer outro aparelho que possua uma superfície transparente.

Segundo Richard Lunt, professor de engenharia química da MSU, a palavra chave nessa nova tecnologia é “transparente”, Lunt afirma que "Uma vez que os materiais não absorvem ou emitem luz no espectro invisível, eles parecem excepcionalmente transparentes para o olho humano.".

O sistema de colheita solar utiliza pequenas moléculas orgânicas, desenvolvidas por Richrd Lunt e sua equipe, para absorver comprimentos de onda de luz solar não visíveis.
"Podemos ajustar esses materiais para pegar apenas o ultravioleta e os comprimentos de onda infravermelho próximo, que, em seguida, 'brilham' em outro comprimento de onda no infravermelho", disse ele. O "brilho" de luz infravermelha é guiado para a extremidade do plástico, onde é convertida em electricidade por finas tiras de células solares fotovoltaicas.

Yimu Zhao, estudante de doutorado em engenharia química e ciência dos materiais, e Richard Lunt, professor assistente de engenharia química e ciência dos materiais, executam um teste no laboratório de Lunt.


Lunt disse que mais trabalho é necessário, a fim de melhorar a sua eficiência de produção de energia. Atualmente, ela é capaz de produzir uma eficiência de conversão de energia solar perto de 1 por cento, mas pretendem atingir eficiências acima de 5 por cento quando totalmente otimizado.

Este concentrador solar possibilitará que transformemos nossas janelas, e-readers e muitos outros aparelhos em geradores de energia própria.

20 de agosto de 2014

Vessyl - o copo inteligente



Hidratar o corpo durante o dia e, mais ainda, quando se pratica exercícios físicos é de suma importância para a saúde. 
O conhecimento generalizado diz que é preciso tomar oito copos de água por dia a fim de se manter hidratado, porém, segundo Mark Berman (Vice-presidente da Saúde, Mark One) o assunto é mais complexo que isso. Foi com isso em mente que designers criaram o Vessyl. Este objeto tecnológico auxilia o usuário a monitorar a hidratação do corpo, saber os nutrientes e a quantidade que recebe. Dentre suas especificidades estão: reconhecer automaticamente qual líquido está dentro, detectar a quantidade de calorias, açúcares, proteínas e gorduras que possuí e registrar o nível de hidratação que o usuário alcança durante o dia.




O copo é sincronizado a um dispositivo móvel - IOS ou Android, portanto, todas as informações sobre os nutrientes serão atualizados automaticamente no sistema. Para os corredores, o produto rastreia e conecta-se diretamente com os aplicativos de corrida, reforçando a consciência de hidratação do atleta. Além de tudo isso, o copo é facilmente lavável e possui um design funcional, prático e durável. 

Assista o vídeo abaixo para entender melhor seu funcionamento:
 


Vessyl só será lançado efetivamente no mercado em 2015, porém, está aberto para pedidos antecipados com desconto de 50%. 


O que acham deste produto? Revolucionário ou desnecessário?
Há quem pensa que é completamente desnecessário, leia aqui



18 de agosto de 2014

Design simples, sustentável e elegante.

Estúdio de design holandês PS Estúdio desenvolveu este relógio que é simples, forte e feliz. Chamado de Moak Clock, é uma mistura inteligente entre uma estrutura de concreto, um seletor de madeira e um toque de cor para torná-lo mais impactante. Resumindo-se em um design clean, sustentável e encantador! 






fonte: www.fubiz.net