11 de março de 2014

Desafio do dia: quanto tempo você consegue ficar sem usar o smartphone?

Há algum tempo, vários apps estão sendo lançados com o intuito de dar uma utilidade aos smartphones mesmo quando eles não estão sendo ocupados por seus usuários. O melhor de tudo é que esses aplicativos são focados em algum tipo de auxílio, seja para fornecer o uso do processador a pesquisas, seja como um desafio para que as pessoas se desconectem um pouco mais. Hoje vou dar dois exemplos disso.
O primeiro é o projeto Power Sleep, um despertador que está vinculado à Universidade de Viena, que utiliza o processador do celular para realizar cálculos relacionados à pesquisa sobre doenças como o câncer e o Alzheimer. Basta instalar o app, programar o despertador para o horário que você precisa,  ter uma conexão wi-fi, e deixar o celular conectado à tomada, o resto é com o aplicativo.


Já a segunda proposta é o desafio do dia. A Unicef, em parceria com algumas empresas, lançou o projeto TAP, um desafio aos muito conectados, cujo objetivo é ajudar a conscientizar as pessoas que 768 milhões de pessoas não tem acesso à água potável. Além da conscientização, a cada 10 minutos que você consegue deixar o celular parado com a página do projeto aberta, uma das empresas patrocinadoras do projeto fornece o equivalente a um dia de água potável para uma criança que não tem acesso. O projeto começou em 2007, mas nesse ano passou a utilizar este desafio como uma maneira de ajudar. Além disso, qualquer pessoa pode doar valores para o TAP, que é revertido em acesso à água potável e saneamento básico.


A dica é ficar de olho em novos aplicativos que são lançados, que podem dar uma utilidade a mais aos nossos smartphones, e ainda fazer com que possamos ajudar outras pessoas. 

Via: Updateordie
       Unicef

O Ideia de trabalho na cultura pós-contemporânea

Na última quinta-feira, dia 06/03, aconteceu no CEART a palestra "A ideia de trabalho na cultura pós-contemporânea". O evento foi uma parceria entre o nosso projeto, Futuro do Presente, e o laboratório [Ox]igênio, coordenado pela Carmencita Job, a palestrante da noite.

 



Entre os temas abordados, foi discutida a ideia de trabalho ao longo do tempo, mostrando a grande influência da revolução industrial no sistema de trabalho mais comum dos dias de hoje, horários fixos e 8 h por dia. Bem como a contextualização de um "trabalho imaterial" na cultura pós-contemporânea, ou seja, trabalhos que fogem à regra dos horários fixos ou da ideia de ter de trabalhar obrigatoriamente no espaço de uma empresa ou escritório. São trabalhos permeados por flexibilidade, ajustados ao estilo de vida de nosso tempo, reflexo da busca por experiências e a inquietação por fazer acontecer, por buscar um papel em que nos encaixamos.


A importância de tal discussão é vista no grande debate que está acontecendo nas redes sociais e convívios, onde o foco é o questionamento se aquela velha máxima "Faça o que você ama" está realmente certa.
Em um mundo com tantas possibilidades, é difícil criar uma regra que possa ser aplicada à todos, e é assim, que tais debates e discussões se tornam de extrema importância, para que possamos reconhecer e compreender os diversos funcionamentos de nossa sociedade e nos adaptarmos a estilos de vida menos agressivos a nossos corpos e mentes.

Equipe Futuro do Presente e Carmencita Job

Deixo aqui algumas sugestões de leitura para discutir os dois lados da história, o de levar a frase "Faça o que você ama" para a vida, e o de ver isso como uma armadilha que nos leva à insatisfação constante.




E ainda, um vídeo do Anderson França produzido especialmente para o debate da palestra:


8 de março de 2014

Iris Van Harper e suas modelos embaladas a vácuo

Paris Fashion Week Show: Instalação no desfile outono/inverno 2014-2015 da estilista Iris Van Harper.
A estilista holandesa Iris Van Harper, conhecida pelo seu interesse no FUTURO da moda, explora (im)possíveis combinações entre ARTE e MODA, mistura diferentes materiais e técnicas e utiliza tecnologia 3D em suas coleções.
Na Semana de Moda de Paris, durante o desfile de outono/inverno 2014-2015 que aconteceu nessa terça-feira, Iris Van Harper, juntamente com a artista belga Lawrence Malstaf, surpreenderam o público com sua mais recente ideia de futuro - modelos embaladas a vácuo e suspensas no ar.
A instalação foi criada para dar a impressão de flutuação, e as modelos estão dispostas em posições fetais. Esse foi o cenário produzido para acompanhar seu conceito de coleção ready to wear intitulada Biopiracy, ou 'biopirataria'.
Paris Fashion Week Show: Instalação no desfile outono/inverno 2014-2015 da estilista Iris Van Harper.
Paris Fashion Week Show: Instalação no desfile outono/inverno 2014-2015 da estilista Iris Van Harper.
Acredito que a ideia da estilista é chamar a atenção para se pensar nas transformações e manipulações do corpo e da sociedade em si. Através das posições embrionárias, ela traz uma ideia de origem, de natureza, de pertencimento. No entanto, quase nada mais é natural. Sua coleção mostra justamente essa mutação, com peças feitas de plástico e impressas em 3D.


Confira mais fotos do desfile aqui






via: dezeen



5 de março de 2014

Comercial da Save The Children alerta para a situação das crianças na Síria

Nos últimos anos vários vídeos do tipo "uma vida em um minuto" fizeram sucesso. Utilizando essa estrutura, a ONG britânica Save The Children criou um poderoso comercial que alerta sobre a situação das crianças na Síria, onde mais de 11 mil foram mortas e 11 milhões se tornaram refugiadas.
No filme, é possível ver o cotidiano feliz de uma menina em Londres, que captura um segundo de sua vida todos os dias. O início de uma guerra, porém, muda tudo, e ela passa de um aniversário alegre entre a família e amigos, para um "comemorado" numa barraca militar.
Criada pela agência Don’t Panic, a campanha assina com a frase: “Não é porque não está acontecendo aqui, que não está acontecendo”, em uma tentativa de fazer a crise na Síria parecer menos remota do que parece.

Assista ao vídeo aqui.



fonte: brainstorm9.com.br

1 de março de 2014

Quem disse que Carnaval é brasileiro?




O Carnaval, festa popular mais celebrada no Brasil, é um forte elemento da cultura nacional, no entanto, diferente do que muitos pensam, a famosa festa carnavalesca se originou na Grécia em meados de 600 a 520 a.C. O conceito de carnaval era bem diferente do que conhecemos hoje. Os gregos realizavam cultos, cheios de comida e bebida, para louvar aos deuses e comemorar colheitas e geralmente ocorriam entre novembro e dezembro.

Na Idade Média, o carnaval foi adotado pela Igreja Católica e regido pelo ano lunar no cristianismo. O período de festas era marcado por anteceder a Quaresma (40 dias sem carne até a Páscoa), e foi aí que surgiu o termo “Carnaval” – “adeus à carne” ou do latim “carne vale”.

As primeiras fantasias e bailes de máscaras surgiram no século XIII e era restrito à nobreza, mas com o passar do tempo os trajes se popularizaram e viraram tradição por toda a Europa.

No Brasil, o Carnaval teve início no período colonial e eram os escravos que animavam o entrudo, uma das primeiras manifestações carnavalescas. A partir daí, por influência européia, as classes mais ricas adotaram esse ritmo de festa dentro de salões. Curioso é que cantava-se de tudo, inclusive Ópera. Com o tempo foi surgindo o samba e as marchinhas, popularizados por compositores como Chiquinha Gonzaga, Braguinha, Haroldo Lobo e Lamartine Babo. Foi então que Getúlio Vargas consolidou o nosso querido samba e transformou o Carnaval em identidade nacional.
A pintura Cena de Carnaval, de Jean Batiste Debret, retrata como eram os entrudos no Brasil no século 17
A pintura Cena de Carnaval, de Jeans Batiste Debret, retrata como eram os estrudos no Brasil no século 17.
Hoje, o Carnaval leva multidões para as ruas, promove desfiles exuberantes, ostenta glamour e transmite felicidade, todavia, é também motivo de violência. A liberalidade sexual e suas consequências nele atrelado, desperta a necessidade de precaução. Por essa razão, destacamos hoje uma campanha publicitária pré-carnavalesca, desenvolvida pelo Ministério de Saúde, voltada para prevenção à AIDS através do uso da camisinha. O slogan da campanha, desenvolvida pela Propeg, é “SE TEM FESTA, FESTAÇO OU FESTINHA, TEM QUE TER CAMISINHA”. A campanha desse ano foi planejada para que pudesse ser utilizada não apenas no período do Carnaval, mas também em outros eventos ao longo do ano, inclusive na Copa do Mundo.

Cartaz da campanha do Ministério da Saúde pelo
sexo seguro no carnaval (Foto: Divulgação/
Ministério da Saúde)

Veja os vídeos da campanha:




















26 de fevereiro de 2014

Projeto independente quer ajudar pessoas a encontrarem soluções


Todos os dias alguém pergunta por alguma informação no Twitter ou no Facebook, certo? Dúvida que geralmente são fáceis de responder e resolver com uma simples busca no Google. Mas e se você precisasse aprender alguma língua nova, ou estivesse procurando um novo amor? Simples e fácil, só usar #Helpaselfie!
A ideia surgiu do designer Felipe Minella e do publicitário Solano Esteche quando eles estavam atrás de um developer (responsável pelo desenvolvimento, produção e/ou manutenção de softwares) para seu novo app. No meio dessa busca surgiu a ideia: “E se a gente criasse uma hashtag que ajudasse as pessoas encontrarem qualquer tipo de ajuda no Instagram?”
Essa ideia virou a hashtag #Helpaselfie, a salvação para quem busca ajuda pelo Instagram para realizar algo concreto. 
"O projeto também não deixa de ser uma espécie de experimento social. É um bom termômetro para sabermos até que ponto as pessoas estão dispostas a ajudarem umas as outras na internet. Afinal, todo mundo, em um certo momento, precisa contar com a ajuda do outro. E às vezes, com um simples comentário um problema se resolve” - comentam os criadores.
Assista o vídeo do projeto aqui.

fonte: trendcoffee.cc

24 de fevereiro de 2014

Cérebro de cima, cérebro de baixo: uma nova teoria sobre o funcionamento de nosso cérebro

Stephen Kosslyn, psicólogo americano desenvolveu um estudo que questiona a teoria de que o nosso cérebro fosse divido em hemisfério direito e esquerdo, classificando as pessoas como executivos/planejadores x observadores/perceptivos ao invés de  racionais x intuitivos. O estudo divide o cérebro horizontalmente: parte de cima e parte de baixo.



Para Kosslyn, dividir as pessoas entre os tipos "criativo" ou "racional" - associados ao lado direito e esquerdo do cérebro, respectivamente - é bastante simplista.  No seu livro, Top brain, bottom brain (Cérebro de cima, cérebro de baixo), o psicólogo argumenta que um corte "horizontal" no cérebro (dividindo-o entre as partes de cima e de baixo) é mais eficaz para mapear diferenças na forma como cada pessoa interage com o mundo.

Em vez de um hemisfério "criativo" contraposto a outro "racional", obtêm-se duas áreas com igual capacidade de intuição e raciocínio. Nesse caso, a distinção é que um deles é "executivo/planejador", enquanto o outro é "observador/perceptivo".
Como cada pessoa pode dar ênfase a uma das duas áreas, a ambas ou a nenhuma, Kosslyn conjectura que existam quatro tipos de pessoas, cada uma exibindo um "modo cognitivo" distinto.

Os quatro tipos seriam:

"Condutor": Maior uso extra das duas partes do cérebro, a de baixo e a de cima.
Bom planejador e em perceber antecipadamente as consequências. Geralmente assume papéis de liderança, seja em empresas, comunidades, colégios, etc.

"Observador": Maior uso extra da parte de cima do cérebro, menos uso extra da parte inferior.
Costuma ter uma visão ampla dos cenários em que se encontra. Normalmente quieto, porém capaz de mostrar perspectivas que os outros não notam.

"Estimulador": Bastante uso extra do cérebro de cima, menos uso extra do setor inferior do cérebro.
Costuma pensar "fora da caixa" e fazer planos, porém tem dificuldades em desenvolver planos "B".

"Adaptador": Pouco uso extra da parte superior ou inferior do cérebro
Pode não ser o melhor em desenvolver novas ideias, mas é um dos mais fortes membros de equipes quando os projetos necessitam ser executados.

Kosslyn acredita que há ainda muito para ser desenvolvido na pesquisa, inclusive, busca por psicólogos experimentais dispostos a testá-la.

Há um teste de  perguntas para ver qual é o seu perfil, porém só está disponível em inglês, você pode acessá-lo AQUI.

21 de fevereiro de 2014

Carro ou escritório móvel?


Na intensa correria do dia a dia, a otimização do tempo torna-se um fator cada vez mais relevante - motivo de pensar em TECNOLOGIA.
Foi cogitando isso que a empresa automobilística suíça Rinspeed estabeleceu um conceito de carro, Xchange, que além de dirigir sozinho, permite criar um espaço de trabalho como um escritório móvel para não perder tempo na estrada.
No processo, designers da Rinspeed usaram um carro modelo Tesla S padrão sedan e o alteraram para ter uma noção de como seria um carro sem motorista no futuro.

A ideia era desenvolver um espaço que pudesse ser transformado diante da vontade do passageiro: assim que o condutor automático é ativado, é possível jogar o volante para o lado, abrir uma mesa para acoplar laptops e outros equipamentos de escritório, mudar a posição do seu assento ou até mesmo transformá-lo em uma cama. Se o passageiro preferir relaxar, um sistema de entretenimento também pode ser acionado por quatro telas separadas. Tudo isso é possível através da própria conexão à internet sem fio 4G.





Uma tela de 1,2 metros permite o controle de rotas e gasolina restante. E para iluminação, 358 LEDs foram planejados para controle individual. 





A Rinspeed planeja lançar o carro no GenevaInternational Motor Show no próximo mês. 





Via: dezeen

PALESTRA: O Conceito de INTERIOR como criatividade

O Futuro do Presente e o Departamento de Moda, em parceria com a [Ox]igênio, irão realizar uma palestra sobre a ideia de "trabalho" na cultura pós-moderna.



Os assuntos que serão abordados são:

- ​T​eoria do trabalho​;​
- ​P​ossibilidades de criação não criando NADA​;​
- ​S​onhando menos e colocando o desejo na prática do FAZER​;​
- ​M​ovimentos libertadores - mesa de bar​;​
- ​C​ultura pós contemporânea sem legal​zisse​;​ 
- ​B​icho complicado - convivência​;​
- ​O​ resultado está em grupo​;​
- ​O ​reg​i​stro ana​lógico como desculpa pra ficar pra sempre​;​
- ​O​ fim e a cu​l​tura do resto.


Mini BIO da palestrante


Carmencita Job é analista cultural de macrotendências e pesquisadora de grupos urbanos. É formada em Negócios da Moda pelo Senac - SC, especialista em desenvolvimento de produto e Marketing pela Estácio de Sá - SC, discente em psicanálise da Escola Brasileira de Psicanálise - EBPSC e antropóloga de vocação. Sua linha de pesquisa é a Antropologia ​V​isual, Etnografia ​P​op e ​A​rqueologia ​U​rbana, com temas ligados ao AMOR, SUBMUNDO E CULTURA. Atualmente ​,​ coordena o Laboratório de Pesquisa do Comportamento [Ox]igênio​; ​o ​N​úcleo de Tendências e ​​Drivers Culturais ​; ​ Curadores das Belezas do Mundo​;​ ​​fulltime, sendo gestora de projetos especiais e especialista em metodologias criativas, focadas pela tríade - arte, ciência e lógica. No cinema, também ​,​ atua como pesquisadora, roteirista e an​a​lista psico-crítica para o gênero-documentário, etnoficção e videoarte.
Foi a coordenadora do Sul do ​P​a​í​s do projeto especial da BOX 1824 - [O ​S​onho Brasileiro] entregue para o governo do Brasil. Realizou trabalhos em pesquisa para: Rede Globo, Bienal do Mercosul, Fronteiras do Pensamento, Renner, Grendene, Tramontina. Pepsi, Ruffles, Vivo, Iguatemi, entre outras tantas ag ​ê​ncias de publicidade, como: FSB - (RJ), DCS, Paim e Bonaparte (POA)​,​ atuando como pesquisadora, ​​planner e coordenadora de projetos especiais. 

Data: 06/03
Horário: 20h
Local: Audit​ó​rio ​ do Bloco Amarelo​, ​C​entro de Artes - UDESC​
ENTRADA FRANCA

20 de fevereiro de 2014

ARTE + AREIA


Pode não parecer, mas essas maravilhas abaixo são feitas de areia! Detalhe por detalhe, tudo feito à mão pelo nova-iorquino Joe Mangrum. 
Cada monte de grãos pigmentado é derramado diretamente da sua mão em movimentos espirais pra dar esse toque nos desenhos.
Cada um dos desenhos demora em média de 6 a 8 horas para serem finalizados. Joe já produziu mais de 650 desenhos de areia e locais públicos. “Uma rebelião visual da malha urbana”, nas palavras de Mangrum, “Visualmente, eu combino arte contemporânea, cultura e tecnologia”.
Assista aqui o vídeo das obras sendo feitas.







fonte: noo.com.br