16 de setembro de 2014

Village Underground Lisboa


Em Portugal, contêineres abandonados se transformaram em um local criativo para eventos ao ar livre no extremo norte da capital, Lisboa.
Lá novas empresas inovadoras, junto com os empresários locais estão saindo em um membro e abertura de novos laboratórios criativos e espaços sociais em toda a cidade, incluindo a Village Underground Lisboa. 


Vila Metro Lisboa é o mais novo espaço de que envolve trabalho, conhecimento de novas pessoas, e de muita cultura criativa na cidade. Um complexo ao ar livre que consiste em 16 contêineres transformados em espaços de escritório, posicionados em um pátio enorme, junto ao Museu da Carris de Lisboa. Tendo inaugurado em Maio de 2014, o espaço tornou-se recentemente um local mais adequado para start-ups, designers e agências criativas com o objetivo de atingir o delicado equilíbrio entre o espaço de escritório privado e um ambiente social. 



Segundo Mariana Duarte Silva, a empresária talentosa que criou este projeto ambicioso, em colaboração com Vila metro de Londres, dada a situação econômica em Portugal, agora é um momento crucial para estabelecer uma comunidade de pessoas criativas que trabalham juntos e se apoiam mutuamente em diversas áreas de negócio. Enquanto o país está ansioso para a recuperação econômica, vemos uma tendência em locais aproveitando as oportunidades para iniciar empreendimentos criativos, em Lisboa. Vila Metro Lisboa é um lugar para ser a cola para conectar as pessoas certas para a comunidade global através da arte, música e cultura. 

fonte: www.coolhunting.com

12 de setembro de 2014

Fotógrafo Alemão capta um diferente olhar de praias Italianas




O fotógrafo Bernhard Lang sediado em Munique, ganhador do One Eyeland Awards 2013 por suas fotografias aéreas, é reconhecido principalmente por seus trabalhos em locais ao redor da Alemanha, incluindo fotos de minas de carvão, da vida residencial e zonas industriais.
Anos atrás Bernhard Lang passava suas férias em um resort a beira- mar em Adriatic, na Itália, e ficou admirado com a maneira na qual os guarda-sol estavam dispostos, uniformemente organizados por cores de acordo com o espaço de cada resort.


Neste ano ele resolveu voltar ao local para um novo projeto, no qual tirou fotos aéreas do litoral da Itália, entre Ravenna e Rimini, capturando com suas lentes uma diferente beleza das praias, que vista de cima é ainda mais admirável. As fotos foram tiradas durante um voo de três horas, após ter esperados semanas para que o clima estivesse nas condições perfeitas, o resultado foi uma calorosa e colorida disposição de guarda-sol complementados por turistas que aproveitavam o mar e a areia. 






11 de setembro de 2014

Você já parou para pensar como será a relação entre corpo e roupa no futuro?

Com o avanço da tecnologia cada vez mais rápido, o vestuário, entendido como algo que nos dá cobertura, nos protege contra o frio e transmite nosso estilo e gosto pessoal, encontra um novo sentido no futuro. Segundo entrevista com Rebeccah Pailes-Friedman, professora associada do Instituto Pratt, autora e pesquisadora de têxteis inteligentes e tecnologias vestíveis, realizada pelos colaboradores do site Forbes Style File, é possível perceber um cenário onde a roupa irá interagir e trabalhar com o nosso corpo e não apenas vesti-lo.
Vestido CuteCircuit 
Os têxteis inteligentes estão pavimentando o caminho para essa mudança de cenário e abrindo caminho para uma revolução na indústria da moda. Sobre têxteis inteligentes, Rebeccah afirma que o que os torna revolucionários é que “eles têm a capacidade de fazer muitas coisas que os tecidos tradicionais não podem, inclusive comunicar, transformar, conduzir energia e até mesmo crescer." A pesquisadora relata que os tecidos inteligentes podem ser divididos em duas categorias: estética e de melhor desempenho. Na categoria estética, entra toda a performance criativa que pode ser atrelado à roupa, seja mudança de cor, brilho, som e estilo. Na categoria de melhor desempenho a função torna-se proeminente. Este, por sua vez, terá um enorme impacto nas roupas esportivas e militares, com os tecidos que ajudam a regular a temperatura do corpo, controle muscular, proteção contra riscos ambientais extremos, entre outros. Há, ainda, outras possibilidades para o mercado de saúde e beleza com a aplicação de fármacos nas micro partículas dos tecidos para reagir em contato com a pele. Mas isso é só a ponta do iceberg, pois há um longo caminho de estudos e pesquisas pela frente.
Veja alguns exemplos de marcas e designers que estão transformando o mercado da moda através da tecnologia:

Ying Gao - Designer de moda que vive e trabalha entre Genebra e Montreal, cria roupas combinando design urbano, arquitetura e multimídia, e usa tecnologias sensoriais para fazer roupas mais interativas. Seu trabalho atesta a profunda mutação do mundo em que vivemos e carrega consigo uma dimensão crítica radical que transcende a experimentação tecnológica.

INCERTITUDES - Vestidos que são ativados através do som

INCERTITUDES

INCERTITU

Desfile Ying Gao Mercedes-Benz Fashion Week Madrid

Grado Zero Espace - Marca italiana que propõe o estudo de novos materiais e inovação tecnológica para criar peças fascinantes.
Projetado e desenvolvido pela Grado Zero Escape 
Giada Dammacco, "Shape Memory Shirt" in tessuto Oricalco por Grado Zero Escape

A marca londrina CuteCircuit é uma marca de tecnologias vestíveis que desde seu lançamento em 2004 revoluciona a indústria da moda. Utiliza tecidos inteligentes e nanotecnologia para proporcionar uma nova interação entre usuário e roupa. Em fevereiro deste ano, CuteCircuit levou sua inovação para a New York Fashion Week, onde pela primeira vez na história da moda, as modelos controlavam suas roupas através de um aplicativo em seus celulares. E em setembro, participou do Mercedes-Benz Fashion Week em New York. Confira abaixo os desfiles:

CuteCircuit - A/W 14/15 Collecton NYFW

                                      
Coleção CuteCircuit - Primavera/Verão 2015
Mercedes-Benz Fashion Week em New York City

8 de setembro de 2014

A editora que faz livros reciclando o lixo das ruas


Eloísa Cartonera, uma cooperativa criada por artistas argentinos em 2003, teve a uma linda e brilhante ideia.  Criar uma editora. Mas não uma editora comum. Os exemplares são fabricados com folhas de sulfite grampeadas e capas de papelão coloridas a guache. O miolo das obras é feito em uma impressora caseira na sede da editora, a alguns passos do estádio La Bombonera. Já as capas são confeccionadas em papelão comprado (por um preço muito mais alto do que o habitual) de pessoas que vivem de recolher o material pelas ruas de Buenos Aires. O papelão é cortado e pintado à mão por meninos que largam as ruas e passam a receber por sua arte.



Cada livro é único e vendido por 12 pesos na própria editora, em feiras, mostras e em livrarias. As edições não passam de mil unidades e, para algumas pessoas, viram peças de coleção. O catálogo é de primeira e tem somente autores latino-americanos. Ricardo Piglia, Alan Pauls, Mario Bellatin, César Aira,  Haroldo de Campos, Manoel de Barros, Jorge Mautner, Glauco Mattoso e Wally Salomão são alguns dos nomes ilustres que cederam seus direitos à editora.

A ideia deu tão certo que, a partir da Eloisa, nasceram pelo menos 15 editoras-irmãs, entre elas: Yerba Mala Cartonera (na Bolívia), Sarita Cartonera (Peru), Lupita Cartonera (México), Animita Cartonera (Chile) e Dulcinéia Catadora (Brasil). Os traços em comum: estão situadas em periferias, desenvolvem uma economia informal de subsistência, trabalham artesanalmente de forma coletiva, imprimem tiragens limitadas e estão sempre em busca de novos autores e leitores.


fonte: blogmoscabranca.com.br

5 de setembro de 2014

Música de Rachmaninoff é traduzida em tecido pela marca BeatWoven



BeatWoven é uma marca têxtil Inglesa que usa a tecnologia de áudio como um instrumento para revelar padrões geométricos, que são criados por som/música e se fundem harmoniosamente com a técnica artesanal tradicional, a tecelagem. 

Rachmaninov Woven Art piece

Foi em 2008 que Nadia-Anne Ricketts descobriu uma interessante conexão aritimética entre música e a estrutura do tecido, assim começou a explorar a relação entre tecelagem e som por um sistema binário que sustenta a estrutura da tecelagem. Em seu estúdio, o BeatWoven, a designer têxtil possui um software de áudio sob medida/exclusivo que traduz/transforma a música tocada em padrões visuais, usando pixels especialmente para tecelagem/trama.


 "O meu objetivo é ultrapassar limites e expor maneiras em que podemos dar uma abordagem sensorial única e interessante para a experiência da música intangível através da combinação de várias tecnologias digitais. Assim criando um paradoxo interessante entre mídias " diz Ricketts.
O padrão criado é uma notação digital da música/som. Fios de cores e texturas variados são usados ​​para ajudar a sintetizar a estética de áudio da música.

Rachmaninov Large Silk Scarf

Parte do festival de duração anual da Orquestra Filarmônica de Londres, o Rachmaninoff: Inside Out, Nadia-Anne Ricketts foi comissionada a criar uma peça têxtil para o Royal Festival Hall.
Não uma velha peça de arte qualquer, mas uma interpretação do Piano Concert No. 2 usado no filme de 1945 de David Lean, “Brief Encounter”. Para a obra comissionada, Ricketts começou tocando o concerto Rachmaninoff repetidamente através do software para analisar e se familiarizar com os padrões. Embora a paleta de cores básica da peça tenha sido determinada pelo design interior do Royal Festival Hall onde esta será instalada, Ricketts realiza uma extensiva pesquisa para cada canção, incluindo artista, gênero, era e história por trás da composição para enfim escolher a combinação de cores e fios de cada obra.


3 de setembro de 2014

Pirâmide da Tecnologia proposta por Koert van Mensvoort



Através da história, a humanidade foi entrelaçada em uma relação co-evolutiva com a tecnologia, que desde o princípio, estende nossa capacidade física e mental. Atualmente, a tecnologia é vista, pela maioria, como algo que foi recentemente introduzida no mercado como celulares, computadores, internet, entre outros. Contudo, segundo o artista, filósofo e cientista Dr. Koert van Mensvoort essa perspectiva é muito limitada. Por este motivo, Mensvoort criou um modelo de pirâmide chamada de Pyramid of Technology (Pirâmide da Tecnologia) com o intuito de descrever os vários estágios em que a tecnologia se desenvolve em nossas vidas.


  1. Envisioned (Prevista)

O primeiro nível da pirâmide compreende a previsão, a ideia da tecnologia que nasce, antes de tudo, na mente humana. Segundo o autor da pirâmide este nível  é “uma fase de sonho, a província de artistas, poetas, escritores de ficção científica e outros visionários. Embora mais pessoas de orientação prática às vezes subestimam esta fase, é, de fato, a câmara de nascimento de toda a inovação tecnológica”.



  1. Operational (Operacional)

Neste nível, existe um conceito de um projeto e um protótipo, porém, na maioria das vezes não é aplicado e/ou aceito. Como relata o autor, muitas tecnologias de alto potencial estão paralisadas no nível operacional. Um exemplo de tecnologias que residem nesta fase, hoje, são os computadores quânticos, a eletricidade sem fio, a carne cultivada em laboratório, os micróbios modificados que transformam vegetais em óleo, entre outros. Estes, encontram-se estagnados devido ao fato de não vislumbrarem lucro para os investidores. O nível operacional, portanto, é a casa da investigação fundamental em engenharia.



  1. Applied (Aplicada)

A etapa que a tecnologia encontra seu caminho fora do laboratório, em direção à sociedade, é a etapa de aplicação. Um exemplo é o Google Glass, óculos inteligente que permite acesso imediato à toda informação que você deseja. Apesar de poucas pessoas terem acesso até agora, essa inovação ocasionou grande entusiasmo por transmitir a ideia de que num futuro próximo estaremos todos nos comunicando através dessa tecnologia. Entretanto, a fase de transição entre a invenção, aplicação e aceitação é muitas vezes subestimado. Por esta razão, inúmeras tecnologias ficam presas no estágio de aplicação antes de evoluir para o nível mais elevado de aceitação social. O carro elétrico, por exemplo, foi aplicado no mercado, porém, não entrou de forma isolada, já que existem outras tecnologias concorrentes que delimitam o processo – nesse caso são os carros movidos à gasolina. Só recentemente, devido a uma crescente consciência de sustentabilidade e desejo de ar mais limpo nas cidades, é que o carro elétrico está ganhando um espaço maior no mercado.



  1. Accepted (Aceita)

A medida de aceitação das tecnologias é definida culturalmente. Enquanto para alguns o GPS já faz parte da vida cotidiana, outros podem nunca ter ouvido falar dele. Em suma, a transição entre ver e/ou entender uma tecnologia como nova e artificial para ser vista como algo normal e familiar é a chave de aceitação tecnológica dessa fase em questão.

Tecnologias que são facilmente conectadas com hábitos, tradições e intuições dos usuários existentes, como cinema, telefones ou fogões são, inevitavelmente, aceitas de maneira imediata.



  1. Vital (Vital)

Quando a aceitação alcança um número de destaque, a tecnologia se torna vital. Nessa etapa, a tecnologia já faz parte do nosso estilo de vida, como se fosse uma segunda natureza. O celular, por exemplo, mesmo não sendo implantado em nossa pele, não deixa de fazer parte de nossa identidade.



  1. Invisible (Invisível)

A tecnologia, neste etapa, não é mais considerada tecnologia, já que se torna invisível diante dos olhos de seus usuários. A escrita, por exemplo, onipresente na maioria dos países, não é mais compreendida como uma tecnologia. Tudo bem, é uma tecnologia antiga, porém, ainda tecnologia. Dinheiro, roupa e agricultura também são tecnologias que foram inventadas há milhares de anos e que tiveram impacto notável pelos nossos antepassados. Hoje? Fazem parte do nosso inconsciente.



  1. Naturalized (Naturalizada)

Algumas tecnologias surgem, sobem até a metade da pirâmide e então se estabilizam, algumas são empurradas de volta para o nível mais baixo. Outras, entretanto, atingem uma naturalização tão grande em nosso corpo e nossa vida que nós as consideramos parte da natureza humana. O melhor exemplo nesse estágio é cozinhar. Cozinhar, referindo-se aos princípios básicos de aquecimento e não à tecnologias de cozimento específicas, como é o caso do microondas. Hoje pensamos em cozinhar como um aspecto universal da natureza humana, mas há 200.000 anos, a arte de cozinhar era uma tecnologia extremamente inovadora. De acordo com Dr. Koert van Mensvoort “Sem cozinhar, um ser humano moderno teria que comer cerca de 5 alimentos crus para obter calorias suficientes”. Cozinhar, então, permitiu-nos absorver mais calorias dos alimentos que comemos e gastar menos energia no processo. Necessária para a sobrevivência humana, essa tecnologia se transformou em primeira natureza, tornando-se naturalizada.

  


Agora, entendido cada nível da Pirâmide Tecnológica, proposta por Koert van Mensvoort, abordada aqui de maneira resumida, e tendo em vista que a humanidade está entrelaçada em uma relação co-evolutiva com a tecnologia, vamos abrir uma discussão! Poucas tecnologias conseguem subir ao topo da pirâmide, a maioria, como divagou o autor, oscila entre a metade e a camada inferior. Mas por que isso acontece? Porque a maioria dos cientistas, engenheiros, empreendedores que trabalham para melhorar nossas vidas com inovações tecnológicas tendem a focar nos estágios iniciais da pirâmide. Uma sugestão do autor é levar os profissionais da área de inovação questionarem seu objetivo de alcance e sucesso no início do processo de criação, tendo em vista a imensidão da tecnologia desenvolvida durante a história humana. 




2 de setembro de 2014

Lado C - o projeto que permite doar dinheiro sem gastar um centavo

A rede social ‘Lado C’ quer inovar a captação de recursos de ONGs com plataforma onde usuários vendem serviços e a renda é revertida para a instituição que escolherem. 

Ao invés de dinheiro, você doa aquilo que sabe fazer bem.

Na experiência que teve em ONGs, o publicitário Tarik Frank notou que é muito comum que pessoas se identifiquem com uma causa social e até declarem publicamente apoio a ela – mas quando se trata de efetivamente doar dinheiro para as organizações, a coisa muda. Segundo ele, nas redes sociais essa realidade é particularmente notável. “Diversas páginas têm enorme empatia de grupo, mas não conseguem rentabilizar a interação dessas pessoas”, diz. 
Foi a partir dessa constatação que começou a germinar o conceito da rede social Lado C – Todos têm um lado para a caridade, cujo objetivo é permitir que as pessoas doem dinheiro para as instituições que admiram sem necessariamente ter de gastá-lo. Como? Vendendo algo que sabem fazer bem para alguém que precise do serviço ou produto. 

Tarik Frank apresentando sua ideia no concurso Tecnologias que Transformam.

“Vendo esse tipo de modelo, identifiquei a oportunidade de reverter as verbas para o setor social”, explica Frank. Na plataforma seria possível, por exemplo, que alguém te contrate para traduzir um texto em inglês, só que ao invés de o pagamento ir para você, vai para uma ONG de sua escolha. A princípio, a estratégia é constituir um grande banco de doadores através de parcerias com organizações já bem conhecidas, como UNICEF,Doutores da Alegria e Fundação Abrinq, que já demonstraram interesse pelo projeto. Eventualmente, a meta é abrir para qualquer instituição. 
A ideia é que o usuário saiba exatamente como está sendo usado o dinheiro que doou. E Por outro lado, as ONGs vão poder conhecer quais são seus principais doadores e até manter um relacionamento com eles, caso consintam. Segundo Frank, para as instituições este contato é até mais importante do que o dinheiro em si. 
Agora o projeto enfrenta o maior desafio de toda essa ideia promissora: o financiamento. Os organizadores do Acelera Startup avaliaram que a ideia tem futuro, mas não se encaixa no que o investidor brasileiro procura no momento. A sugestão foi partir para o crowdsourcing, e foi o que a dupla fez – lançou uma campanha no Catarse para conseguir financiamento coletivo. Caso não atinjam a quantia almejada, o jeito vai ser continuar na busca por alguém que compre a ideia. "É aquela velha história, as pessoas não se sentem tão seguras em doar dinheiro", diz Frank. 

fonte: revistagalileu.globo.com