17 de novembro de 2013

Entre a experiência e a ciência


A carta de emprego, desenvolvida por um dos candidatos no processo de seleção da Volkswagen, permitiu uma reflexão sobre o significado de experiência - entre o conhecimento empírico  e conhecimento sistemático (ciência). 
Antes da carta, trazemos seus conceitos: 

O que é empírico?
O conhecimento empírico apoia-se em experiências vividas através da observação. Caracterizado pelo senso comum, é uma verdade adquirida ao longo de toda a vida, no dia a dia, entre objetos e sentidos. Nossos sentidos, por meio do que vemos, cheiramos, provamos, tocamos e ouvimos inconscientemente nos fornecem um conhecimento sobre a realidade e consequentemente se transformam em experiências.

O que é ciência?
Ciência é um conhecimento sistemático, baseado no método científico. Rejeita-se o subjetivismo e tem como objetivo construir uma lógica, racionalizar, argumentar, cronometrar - deixa-se de lado causas pessoais e mantém a neutralidade do sujeito. É verificado através da experimentação metódica. 

Os candidatos deveriam responder a pergunta: Você tem experiência?

REDAÇÃO VENCEDORA: 


Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. 

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. 

Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus. 

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda. 

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando,
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. 

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. 

Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. 

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. 

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
"Qual sua experiência?". 

Essa pergunta ecoa no meu cérebro:
Experiência... experiência.
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora, gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: 
"Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"



E você, tem experiência?

13 de novembro de 2013

Motorola busca patente da tatuagem com microfone

Será que chegamos a um ponto em que tatuaremos microfones para não precisarmos falar ao celular? Bom, para os motoristas talvez isso seja genial!
A tecnologia móvel nos surpreende cada vez mais. A Motorola Mobility, empresa do Google, deu entrada no pedido de patente de um microfone tatuado ao corpo. O dispositivo é um adesivo eletrônico tatuado no corpo, que colocado na garganta de uma pessoa, captaria o som ao identificar as "flutuações do músculo ou do tecido da garganta" e, a partir daí, enviaria os dados para dispositivos eletrônicos via conexão wireless (sem fio).
 
 
Com isso, não será mais preciso levar o celular próximo ao rosto. Além de tudo isso, a tatuagem também terá a capacidade de enviar dados via Bluetooth e NFC, ou Comunicação de Campo Próximo (transmissão de dados entre celulares, sem fio, apenas aproximando os aparelhos).
O dispositivo ainda possui um “detector de resposta galvânica da pele”, que pode transformar o dispositivo em um detector de mentiras! A Motorola diz que: “Considera-se que um usuário nervoso ou mentiroso pode apresentar resposta no tom e vibração da voz diferente do que a mais confiante”.
 
 
Fonte: canaltech.com.br
 

11 de novembro de 2013

Comunidade mundial: voz das minorias

Há algum tempo falamos de como a internet e as novas configurações de nossa sociedade dão poder aos usuários. Reflexo de uma sociedade em rede, como escreve Zygmunt Bauman, onde as conexões não são lineares, fogem da estrutura rigída de pirâmide e nos tornam free-choosers.
Já falamos também sobre a onda de empatia que tem sido retratada por campanhas, projetos e intervenções urbanas, que servem para conscientizar e nos recordar de algumas coisas que, por vezes, deixamos no fundo da mente.
O projeto que trazemos hoje também está nesse conceito e buscando conscientizar as pessoas sobre o seu preconceito com os sem-teto através de suas histórias. Para fazer isso, o projeto Unheard entregou telefones celulares a quatro moradores de rua de Nova Iorque e criaram contas no Twitter como forma de integrá-los a comunidade mundial e permitir que suas vozes se fossem ouvidas. Daniel, um dos integrantes, fala que as pessoas não percebem como viver na rua é como um "trabalho", e o esforço que é feito todas as semanas para sobreviver.



Com as suas história contadas online e com o número de seguidores crescendo todos os dias, o objetivo inicial do projeto que era de conscientização foi modificado pelas pessoas que seguem Danny, Carlos, Albert e Derrik. Elas passaram a doar dinheiro, que hoje é enviado para as Rescue Mission, abrigos para os moradores de rua, onde eles podem passar a noite.
Para acompanhar as histórias, basta seguir @jessie550, @albert814, @awitness2011 e @putodanny no Twitter.

8 de novembro de 2013

Roupas à prova de violência sexual?

A violência contra a mulher é um problema crescente em vários países - sob várias formas – física, verbal, psicológica, sexual e econômica - afetando as mulheres desde antes do nascimento até a velhice. Veja em: onu.org, adital, g1.globo.
 “Existe apenas uma verdade universal, aplicável a todos os países, culturas e comunidades: a violência contra as mulheres nunca é aceitável, nunca é perdoável, nunca é tolerável” (Ban Ki-Moon, secretário geral da ONU)
Só no Brasil, um estudo divulgado nesta segunda-feira, aponta um crescimento em torno de 18% nos casos de estupro registrados em 2012, ou seja, mais de 50 mil casos de estupro em todo o país.
Como forma de ajudar a sociedade a superar essa realidade repugnante, estudiosos buscam encontrar meios que amparem as mulheres nesta situação. Um exemplo disso, além de técnicas para defesa pessoal, é uma linha de roupas à prova de violência sexual – um método mais pacífico.
Criada nos Estados Unidos, a chamada AR Wear (Anti-Rape Wear) alia moda e tecnologia com o intuito de proporcionar mais segurança às mulheres. Os criadores do projeto, Yuval e Ruth, deixam claro que não querem e nem podem resolver o problema de estupro na atualidade, mas, sim, oferecer algum conforto e proteção para as mulheres que, no mundo em que vivemos, podem ser vítimas de estupro em qualquer lugar ou momento.
O desafio foi aliar um material resistente -que fosse difícil de tirar, puxar ou cortar - a um sistema de conforto. As peças são variadas e incluem diversos tipos desde roupas íntimas até shorts de corrida.

Será que uma peça de roupa que pode criar uma barreira entre o violentador e a vítima de forma pacífica é um objeto considerado eficaz em nossa sociedade?

Veja algumas imagens abaixo: 
Modelo esportivo AR Wear

Shorts AR Wear resistente a cortes e puxões

Sistema de fechadura com 132 combinações




Esta linha de roupas gerou muita polêmica. Confira as críticas aqui

6 de novembro de 2013

Reflexões : Despejo em favelas do Rio

A fotógrafa Lianne Milton tornou-se documentarista de coração, principalmente depois de ter explorado outras situações sociais complexas, tais como a violência na Guatemala e questões da água no Camboja. Logo que ouviu falar sobre os despejos que acontecem nas favelas do rio de janeiro, soube imediatamente que precisa documentar o processo. Milton diz que os despejos acontecem super rápido, e poucas pessoas conseguem capturá-los em andamento. Para ela, este ensaio fotográfico que retrata a comunidade do Largo do Tanque na Zona Oeste do Rio de Janeiro "documenta um dia na vida de uma ordem de despejo para mostrar o quão fugaz de uma casa pode ser. "
Muitos veêm as favelas como posseiros insignificantes por ter começado sem o envolvimento do governo e ter evoluído organicamente. Mas Lianne diz: "Nas favelas brasileiras as pessoas não vivem em piso de terra e em barracos de madeira. Elas são os bairros que surgiram a partir de uma necessidade de habitação, foram criadas pelos moradores, sem o apoio do Estado, sem regulação governamental ou fora dos desenvolvedores. E como os moradores ganharam melhores rendimentos, a sua qualidade de vida melhorou, bem como a sua habitação. Hoje é comum que as casas têm piso frio, eletricidade, água corrente, TVs e outros aparelhos."
Com a preparação do Brasil para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, muitas regiões estão sendo arrancadas e reestruturadas. Em muitos casos isso envolve a expulsão de pessoas de suas casas, para destruí-las a fim de construir uma nova estrada, estádio ou complexo. E esses despejos estão acontecendo, sem aviso prévio, ou cobertura dos meios de comunicação. Lianne foca na comunidade Largo do Tanque, do Rio de Janeiro. Lá, os moradores foram obrigados a deixar suas casas para dar espaço para a Rodovia Transcarioca, que se destina a ajudar a aliviar o congestionamento durante os Jogos Olímpicos. A demolição desta comunidade aconteceu em um curte espaço de tempo. Em menos de duas semanas, 54 casas foram demolidas. Aos moradores foram oferecidas indenizações, porém totalmente insuficientes para comprar uma nova casa.





As fotografias de Milton mostram as pessoas sendo tiradas de suas casas em tempo real. Ela mostra a destruição, mas também compartilha as reações e devastação dos membros da comunidade. Infelizmente, o Brasil está mudando em um ritmo tão rápido que é quase impossível para documentar todo o processo.

4 de novembro de 2013

Comunicando desejos

Estamos sempre comentando sobre como a internet e a era digital mudaram nosso dia a dia, nossas relações, cidades, sociedade e agora, nossa comunicação. Na hora de consumir, de aprender e se informar, no momento de lazer, o mundo digital é a nossa realidade.
Hoje temos uma voz a mais, principalmente quando se trata de compras. A rede mundial permitiu que consumidores do mundo todo se unissem para permitir que a escolha de produtos fosse feita baseada em relatos reais e não na conversa de um vendedor.  A blogosfera se tornou um espaço de interação entre consumidores que trocam experiências, dicas e respondem as dúvidas uns dos outros, enquanto sites como o Reclame Aqui permite a interação entre o consumidor e a empresa, podendo ser um canal de comunicação fácil entre os dois para a solução de problemas.
Porém, essa não é a única maneira que a comunicação foi modificada. Hoje as campanhas são produzidas para envolver os consumidores, fazê-los participar de ações e para que se sintam parte do processo. São também pensadas para atingir os desejos apresentados pelos clientes. Ou seja, na comunicação temos informações dos dois lados, clientes e empresas. Mesmo sendo uma característica muito forte da era digital, o poder do cliente nas empresas não é a única mudança que aconteceu. A efemeridade e o desejo de informação rápida e instigante modificaram muito a programação de canais da televisão, as produções informativas e os próprios comerciais. O usuário busca informações dinâmicas, envolventes e diferentes de tudo que já viu.
Uma pesquisa recente do Youtube mostra que a maior parte dos consumidores prefere assistir campanhas das empresas no site do que propagandas na televisão. Esse mesmo grupo de usuários deixa de apenas assistir aos vídeos e se torna fã de uma determinada marca pelas suas campanhas, respondendo, compartilhando e interagindo com as marcas.

Veja algumas das campanhas que estão inseridas nesse conceito.

Absolut: Transform Today



Companhia Aérea Virgin America:


Johnnie Walker: Daqui a 5 anos


SNCF: Campanha da empresa de trem para promover as viagens entre os países europeus:



E para encerrar, uma campanha da Heinz que fala sobre como as novas gerações interagem com a tecnologia:



1 de novembro de 2013

Diálogo entre Moda e inclusão social

Design e moda estão cada vez mais conectados na busca por meios de produção sustentável e responsabilidade social. Considerando isso, apresentamos uma Moda que vai além do conhecimento popular da história, compreendida pelo domínio da aparência, superficialidade e futilidade, que está cada vez mais atrelada à inclusão social e qualidade de vida. 

Destacamos, aqui, alguns exemplos desse crescente comportamento inclusivo:
Projeto Flor de Lótus da marca Doisèlles, da estilista mineira Raquel Guimarães foi além das aparências e fez a diferença promovendo a reinserção dos presos na sociedade. Nesse projeto inclusivo, Raquel fez parceria com um grupo de detentos onde aprendem o tricô e dão forma às suas criações, além de aprenderem uma atividade nova e se dignificarem com uma ocupação, sendo que a cada três dias de trabalho é descontado um de sua pena. 
Coleção Flor de Lótus
Coleção Flor de Lótus                              
Veja o vídeo do projeto aqui 

O vestuário é um importante canal de comunicação que permite aos indivíduos serem avaliados e aceitos, ou não, por outros indivíduos. A moda, então, pode exercer um papel fundamental na inclusão social e na melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 10% da humanidade sofre de alguma deficiência, portanto, o mercado precisa pensar e criar para a minoria, muitas vezes, desamparada. Foi pensando nisso que algumas marcas estão desenvolvendo suas criações para esse público. 
É o caso do designer Chris Ambraisse que criou roupas adaptadas para pessoas com deficiência física.
Coleção de Chris Ambraisse adaptada para deficientes físicos
Coleção de Chris Ambraisse adaptada para deficientes físicos
Já as marcas paulistas Lado B Moda Inclusiva e Lira produzem roupas com modelagem mais solta e fechamentos diferenciados para facilitar o dia a dia desse público.
Grife Lira                                                                                               
Outro exemplo de valores sociais é a marca masculina Urânio do designer Geraldo Lima. O projeto Olhar, Olhares faz parte de uma pesquisa que iniciou através do estudo dos cinco sentidos, porém, o foco se afirmou nos deficientes visuais e nos problemas enfrentados quanto à questão têxtil.
O trabalho visa à independência dos deficientes visuais através do uso de etiquetas em braile, adequação e reestruturação do espaço da loja e conta com o apoio de costureiras portadoras de deficiências visuais, promovendo um diálogo interessante entre inclusão social e moda, além de propor melhoria na qualidade de vida, tanto dos usuários como dos funcionários.                                                                                                                                          
Coleção "Olhar, Olhares"









30 de outubro de 2013

Youth mode: um estudo da liberdade.

O K-HOLE, um grupo de previsão de tendências, juntamente com a Box1824, realizou um estudo sobre a liberdade intitulado YOUTH MODE. Conforme o resultado da pesquisa, o vínculo entre idade e expectativas sociais começa a se desfazer. A juventude passa a ser um modo operante, uma forma de agir. Essa juventude é diferente de idade e igual a uma liberdade que lhe proporciona a habilidade de ser a pessoa que você quer ser! Assim, você garante a liberdade de se realinhar radicalmente com o mundo.
Segundo o estudo realizado, as características do Youth Mode são: comprometimento com o novo, experimental, crítico ao tempo, ajustável, sensível ao coletivo e livre!
O Youth Mode pode dividir-se em Mass Indie, Acting Basic e Normcore.


Mass Indie abandona a preocupação do alternativo de evitar a uniformidade e elege a celebração da diferença como única possibilidade. Eles misturam o bizarro com o normal até chegarem a um ponto de nivelamento. Geralmente, passam por problemas como: parecer um clone, acabam se isolando e, às vezes, passam dos limites.
Para os Acting Basics, serem vistos como normais é algo assustador (significa um retrocesso às suas raízes desinteressantes). A coisa diferente de se fazer é rejeitar a ideia de ser diferente.


Já os Normcores são o reflexo mais apurado do Youth Mode, eles buscam uma liberdade proveniente da não-exclusividade. É a libertação em não ser tão especial e o entendimento de que só a adaptabilidade leva ao pertencimento. Normcore é o caminho para uma vida em paz. São situacionais e despreocupados com a autenticidade.

fonte: box1824.com.br

28 de outubro de 2013

Responsive Design: a solução para um mundo multi-screen

Com a multiplicação do número de gadgets existentes e utilizados atualmente, surgem novos desafios a serem respondidos através do design. Nossa sociedade é, hoje, baseada no multi-screen, ou seja a utilização de dois ou mais dispositivos eletrônicos ao mesmo tempo, com o smartphone e televisão, computador ou tablet.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Google, com a empresa Ipsos, aponta que 90% das interações de mídia acontecem em dispositivos com telas, os outros 10% pertencem aos jornais, revistas e rádios. A pesquisa informa, também, que o tempo médio de uso de dispositivos eletrônicos em períodos de lazer entre os entrevistados é de 4.4 horas por dia. As justificativas para o uso de mais de um dispositivo ao mesmo tempo ou em sequência são três: (1) para continuar uma tarefa em movimento; (2) utilizar para executar tarefas diferentes em cada uma das telas; (3) para que a atividade de um dispositivo complemente a de outro dispositivo.
E como isso tem relação com o design? Simples! O design precisa acompanhar esse ritmo e ser capaz de se adaptar aos diversos formatos de tela sem fazer com que a interface perca suas características. É, então, que o Responsive Design entra em cena.



Responsive Design é um termo utilizado para representar o web design pensado para os diversos tipos de gadgets. A intenção é que o usuário consiga ter uma boa experiência acessando um site em seu computador e em seu smartphone ou tablet. Para isso, são modificadas formas e tamanhos, para que o conteúdo visual e as informações continuem a serem compreendidas facilmente, não importando o dispositivo utilizado.

25 de outubro de 2013

Eyeborg - ouvindo cores



Já imaginou ser capaz de escutar cores através de ondas sonoras?

Neil Harbisson é um artista audiovisual e presidente da Fundação Cyborg. Em 2004, se tornou a primeira pessoa reconhecida como cyborg por um governo. Harbisson nasceu com uma doença rara de visão chamada acromatopsia, uma condição que o obrigou a ver o mundo em preto e branco. Por esse motivo desenvolveu, junto com Adam Montandon, um olho eletrônico, chamado de eyeborg.

Eyeborg é um sensor de cores que detecta a frequência da cor e a envia para um chip instalado na parte de trás da cabeça, através de condução óssea que permite que você ouça as cores do infravermelho ao ultravioleta.

“Acho que todos deveriam ter este desejo de detectar coisas que não conseguimos detectar” disse Neil Harbisson. Foi por isso que ele criou, em 2010, a FundaçãoCyborg, uma organização internacional para ajudar os seres humanos a converterem-se em cyborgs - incentivando-os a expandir os seus sentidos e percepções utilizando a tecnologia como parte de seu corpo.

“Devemos todos pensar que o conhecimento provém dos nossos sentidos, portanto, se expandirmos nossos sentidos, vamos, consequentemente, expandir nosso conhecimento.”



Assista sua fala no TEDTalk aqui